sábado, 4 de abril de 2015

Participe de uma das três celebrações da Vigília Pascal na paróquia

Depois de dois dias de recolhimento e silêncio, a Paróquia São Francisco de Assis terá na noite deste Sábado de Aleluia (04/03/2015) três missas celebrando a Vigília Pascal, a noite em que Cristo venceu a morte, serão todas às 20h: na Igreja Matriz do São Francisco (presidida pelo pároco Frei Valdo Nogueira), na Comunidade Jesus, o Bom Pastor (celebrada pelo vigário-paroquial Ribamar Ferreira) no Renascença I, e na Comunidade Nossa Senhora de Fátima (presidida pelo vigário-paroquial Frei Raimundo Nonato Moreira) no Buriti, com a liturgia reunindo representantes das "Três Marias", incluindo as comunidades irmãs Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Uma atração especial será a presença do coordenador da Pastoral Familiar da paróquia Serginho Carvalho cantando o Exulte na Matriz à luz de velas. Um momento marcante dessas celebrações é o acendimento do Círio Pascal.
O Sábado Santo não é um dia vazio, em que "nada acontece". Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa. O próprio Jesus está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de Seu último grito na cruz – "Por que me abandonaste?" –, Ele cala no sepulcro agora. Descansa: "tudo está consumado!".
Durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. Todos os elementos especiais da vigília querem ressaltar o conteúdo fundamental da noite: a Páscoa do Senhor, Sua passagem da morte para a vida.
A celebração da Vigília Pascal é feita em honra ao Senhor, de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (cf. Lc 12,35-36), tenham acesas as lâmpadas, como os que aguardam seu senhor chegar, para que, os encontre em vigília e os convide a sentar à sua mesa.
Fora da Igreja, prepara-se a fogueira. Estando o povo reunido em volta dela, o sacerdote abençoa o fogo novo. Em seguida, o Círio Pascal é apresentado ao sacerdote. Com um estilete, o padre faz nele uma cruz, dizendo palavras sobre a eternidade de Cristo. Assim, ele expressa, com gestos e palavras, toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo – homens, coisas e tempo – estão sob Sua potestade.
Na Procissão do Círio Pascal, as luzes da igreja devem permanecer apagadas. O diácono toma o Círio e o ergue, por algum tempo, proclamando: "Eis a luz de Cristo!". Todos respondem: "Demos graças a Deus!".
Os fiéis acendem suas velas no fogo do Círio Pascal e entram na igreja. O Círio, que representa o Cristo Ressuscitado, a coluna de fogo e de luz que nos guia pelas trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança em procissão.
Na Proclamação da Páscoa, o povo permanece em pé com as velas acesas. O presidente da celebração incensa o Círio Pascal. Em seguida, a Páscoa é proclamada.
Esse hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, a alegria do Céu, da Terra, da Igreja, da assembleia dos cristãos. Essa alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas. Terminada a proclamação, apagam-se as velas.
A Liturgia da Palavra é mais longa. Nesta noite, a comunidade cristã se detém mais que o usual na proclamação da Palavra. As leituras da vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: "E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes (aos discípulos de Emaús) o que dele se achava dito em todas as Escrituras" (Lc 24, 27).
A noite de Páscoa é o momento que tem mais sentido celebrar os sacramentos da iniciação cristã. O sacerdote que preside a celebração, nesta noite, tem a faculdade de conferir também a confirmação do batismo, para fazer visível a unidade dos sacramentos da iniciação. Durante a oração, o sacerdote mergulha o Círio Pascal na água uma ou três vezes. A bênção da água trata-se, sobretudo, de bendizer a Deus por tudo o que Ele fez, por meio da água, ao longo da História da Salvação. Neste momento, o padre implora ao Senhor que, hoje, também este sinal atualize o Espírito de vida sobre os batizados.
Após a bênção da água, todos, em pé e com as velas acesas, renovam as promessas do batismo. Terminada a renovação das promessas, o sacerdote asperge o povo com a água benta, enquanto todos cantam. Neste dia, é omitido o creio; em seguida, é presidida a oração dos fiéis.
A Celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascoal. É a Eucaristia central de todo o ano, mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar de Seu Corpo e de Seu Sangue, como memorial da Sua Páscoa. É o ponto mais importante da celebração.
Confira na tabela a seguir a programação das missas do Domingo da Páscoa da Ressurreição do Senhor:

DOMINGO, 05

BRANCO
DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
7h
Missa
Com. Santa Luzia
Frei Ribamar / Diácono Marinaldo
8h30min
Missa
Com. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Frei Raimundo / Frei Borges
8h30min
Missa
Matriz São Francisco de Assis
Frei Valdo / Diácono Getúlio
17h
Missa
Com. São José
Frei Valdo / Diácono Getúlio
17h
Missa
Com. Jesus, o Bom Pastor
Frei Raimundo / Diácono Marinaldo
19h
Missa
Com. Nossa Senhora das Graças
Frei Valdo
19h
Missa
Matriz São Francisco de Assis
Frei Ribamar / Frei Borges

Vias-Sacras dos jovens no Santo Antônio e no Buriti emocionam público

A Comunidade Santo Antônio, do bairro da Ilhinha, foi palco na noite desta Sexta-Feira Santa (03/04/2015) de uma bonita encenação da Via-Sacra de Jesus Cristo, organizada pelo Grupo de Jovens JUPAES. No mesmo horário, os jovens da Comunidade Nossa Senhora de Fátima também encenam a Paixão de Cristo no Buriti, ressaltando que não foram os pregos que prenderam Jesus na Cruz, foi Seu Amor por nós.
As representações foram desde a Última Ceia até a retirada do corpo da cruz, passando pelas 14 estações da Via Dolorosa, com o momento especialmente emocionante da Pietá, quando Maria acolhe o corpo do Senhor Morto.
A representação teatral a céu aberto do sofrimento de Cristo na Cruz morrendo pela humanidade é um dos atos mais emocionantes da tradição católica, sendo que os jovens e a comunidade Santo Antônio ensaiaram bastante em diversas reuniões no Centro de Obras Sociais preparando essa Via-Sacra. Obrigado à jovem Joycilene Lopes por compartilhar a informação e as fotos no Facebook.

Homilia do dia: Nosso coração vive a expectativa da eternidade

Nosso coração vive a expectativa da ressurreição. É a expectativa da vida feliz e plena para sempre ao lado do Senhor! “Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado” (Romanos 6, 6).
Nós hoje celebramos a vida; há uma vida escondida, há uma vida fecundada que brota, que nasce e traz uma luz nova. Se ontem contemplávamos o mistério da dor e do sofrimento com Cristo Crucificado; nós hoje contemplamos o Cristo Crucificado que, pela Sua cruz, pega todas as dores, todos os sofrimentos e os semeia para a eternidade.
A expectativa do nosso coração é a expectativa de eternidade, é a expectativa da vida gloriosa e feliz para sempre ao lado do Senhor. Contudo, a ressurreição do Senhor em nós não começa só com a nossa morte; ao contrário, a morte é a plenitude, é a realização total e plena daquilo que Deus começou a operar em nós. A nossa ressurreição começa hoje, começa no momento em que morremos para os nossos pecados, para o egoísmo e para as paixões desordenadas. A vida nova começa quando deixamos morrer dentro de nós aquele ódio cultivado, aquele ressentimento que começou a crescer em nosso interior.
A morte precisa ser destruída em todos os aspectos, não podemos deixar crescer em nós nenhuma semente de morte, mas somente a semente de eternidade. Por isso precisamos sufocar, um por um, aqueles sentimentos e desejos que não nos levam à vida, mas à morte.
Hoje é dia de deixar no túmulo do Senhor o “homem velho” com seus velhos desejos, com concupiscências enganadoras, desejos que não edificam a vida. É hora de deixar de lado esse nosso desejo egoísta de pensar só em nós e em nossas coisas! É hora de deixar, no túmulo do Senhor, esse orgulho exacerbado que nos coloca no centro do mundo e das coisas, no qual não levamos em consideração quem é o outro.
A ressurreição acontece em nossa vida quando começamos a enterrar e a matar as coisas velhas que não servem para nada e não nos levam a lugar nenhum, como as discussões ultrapassadas, os sentimentos que só corroem a alma e o espírito e as práticas que não convêm à nossa fé.
Hoje é dia de deixarmos no fundo, no abismo, ao qual Jesus foi visitar para resgatar as almas e os nossos antepassados à espera da ressurreição dos mortos, o que é velho e abraçarmos o que é novo.
Vida nova para mim, para você; ressurreição para todos nós! Ressurreição em nossas casas, em nossas famílias, em nossos pensamentos, em nossos sentimentos! Ressurreição é acreditar que o que é velho ficou para trás e que, em Deus, podemos, devemos e queremos fazer novas todas as coisas!
Uma boa, feliz e santa Páscoa para você!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Paroquianos fazem Adoração à Cruz na Matriz e no Bom Pastor

A Sexta-Feira Santa da Paixão do Senhor teve seu ponto alto na Paróquia São Francisco de Assis com duas emocionantes ações litúrgicas de Adoração à Cruz na tarde de hoje (03/04/2015): uma na Igreja Matriz presidida pelo pároco Frei Valdo Nogueira e outra na Comunidade Jesus, o Bom Pastor, dirigida pelo vigário-paroquial Frei Ribamar Ferreira.
Na Matriz com uma assembleia de aproximadamente 300 fiéis, o pároco teve a assistência do Frei Antônio de Bastos Borges e dos Diáconos Getúlio Silva e Marinaldo Oliveira, além dos acólitos e Ministros da Comunhão. A inspirada parte musical ficou a cargo do grupo formado por Robert Gonçalves Araújo, Adriano Costa, Jackson Nascimento, Raíssa Lima e Franciane Moura. As imagens do altar e a Cruz de São Damião estavam cobertas com panos roxos, a cor do silenciamento pela morta de Jesus.
A Primeira Leitura, extraída do capítulo 52 do Livro do Profeta Isaías, foi proclamada por Ângela Souza, da comunidade Nossa Senhora das Graças, ressaltando que "Ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura." Depois o Salmo 30 foi recitado por Cirlandra Silva, da comunidade Santo Antônio, com o refrão cantado pelo grupo musical entoando "Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito." (Lc 23,46). A Segunda Leitura, tirada dos capítulos 4 e 5 da Carta aos Hebreus, foi proclamada por Vicente Nunes, da comunidade São José, destacando que "Jesus aprendeu a ser obediente e tornou-se causa de salvação para todos os que lhe obedecem".
O Evangelho narrado da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João foi lido por Frei Borges, com a participação de Frei Valdo nas falas de Jesus, dos diáconos, dos ministros e dos fiéis presentes. Na sua tocante homilia, Frei Valdo enfatizou as últimas palavras de Cristo em seu sofrimento no alto da Cruz "Tudo está consumado".
A Sexta-Feira Santa da Paixão do Senhor teve seu ponto alto na Paróquia São Francisco de Assis com duas emocionantes ações litúrgicas de Adoração à Cruz na tarde de hoje (03/04/2015): uma na Igreja Matriz presidida pelo pároco Frei Valdo Nogueira e outra na Comunidade Jesus, o Bom Pastor, dirigida pelo vigário-paroquial Frei Ribamar Ferreira.
Na Matriz com uma assembleia de aproximadamente 300 fiéis, o pároco teve a assistência do Frei Antônio de Bastos Borges e dos Diáconos Getúlio Silva e Marinaldo Oliveira, além dos acólitos e Ministros da Comunhão. A inspirada parte musical ficou a cargo do grupo formado por Robert Gonçalves Araújo, Adriano Costa, Jackson Nascimento, Raíssa Lima e Franciane Moura. As imagens do altar e a Cruz de São Damião estavam cobertas com panos roxos, a cor do silenciamento pela morta de Jesus.
A Primeira Leitura, extraída do capítulo 52 do Livro do Profeta Isaías, foi proclamada por Ângela Souza, da comunidade Nossa Senhora das Graças, ressaltando que "Ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura." Depois o Salmo 30 foi recitado por Cirlandra Silva, da comunidade Santo Antônio, com o refrão cantado pelo grupo musical entoando "Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito." (Lc 23,46). A Segunda Leitura, tirada dos capítulos 4 e 5 da Carta aos Hebreus, foi proclamada por Vicente Nunes, da comunidade São José, destacando que "Jesus aprendeu a ser obediente e tornou-se causa de salvação para todos os que lhe obedecem".
O Evangelho narrado da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João foi lido por Frei Borges, com a participação de Frei Valdo nas falas de Jesus, dos diáconos, dos ministros e dos fiéis presentes. Na sua tocante homilia, Frei Valdo enfatizou as últimas palavras de Cristo em seu sofrimento no alto da Cruz "Tudo está consumado". Pelo seu sofrimento, Ele deu a maior prova de amor à humanidade, deixando claro que perdoa a todos, inclusive os que O mataram. E quando estava morto, e o soldado romano transpassou seu coração com uma lança, o sangue e a água que jorraram representam os dois sacramentos que nos tornam cristãos: a água do Batismo e o sangue tipificado pelo vinho na Eucaristia. Jesus acolheu a vontade do Pai obedecendo até a morte, e por isso devemos nos mirar no Seu exemplo para saber lidar com nossos próprios sofrimentos.
A seguir foi proclamada a Oração Universal da Paixão, alternadamente cantada em modo gregoriano por Frei Borges e recitada por Frei Valdo para o Amém do povo. Na Adoração à Santa Cruz, o pároco aos poucos foi descobrindo o madeiro coberto com pano vermelho cantando "Eis o lenho da cruz", ao que a assembleia respondia cantando "Vinde e Adoremos". A fila para os beijos e toques na imagem do Cristo crucificado foi longa, durou quase meia hora sob belos cantos do grupo musical. Depois do momento da Eucaristia, Frei Valdo orientou para que a saída dos fiéis fosse em silêncio, lembrando que a bênção final só será dada no encerramento da Vigília Pascal na noite do Sábado de Aleluia, e o ato foi finalizado com a Adoração ao Senhor Morto colocado diante do altar pelos acólitos.
Já a comunidade Jesus, o Bom Pastor, acompanhou os passos de Jesus rumo ao seu julgamento e condenação, participando da celebração da Sexta-feira Santa, que consta da liturgia da Palavra, adoração de Cristo na cruz e rito da comunhão.
Com o altar desnudo, em contrição e recolhimento, todos acompanharam e participaram da narração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João; da Oração Universal; com devoção, agradecendo o amor de Jesus pela humanidade, aproximaram-se para o beijo da cruz; e, finalizando, com o altar preparado para receber o pão consagrado, participaram da comunhão.
Após o ato litúrgico presidido por Frei Ribamar Ferreira e com animação musical do Grupo Haylimme, foi rezada a Via-Sacra, conduzida pelos Ministros da Sagrada Comunhão. Veja mais fotos em nossa página no Facebook. Continuem participando das celebrações do Tríduo Pascal em nossa Paróquia, no sábado (04/03/2015) serão três as missas da Vigília Pascal às 20h: na Igreja Matriz, no Bom Pastor e na Comunidade Nossa Senhora de Fátima (Buriti).

Grupo de Jovens JCC Santa Luzia "evangesinaliza" na Sexta da Paixão

O Grupo de Jovens JCC (Jovens Companheiros de Cristo), da Comunidade Santa Luzia, realizou na manhã desta Sexta-Feira Santa (03/04/2015) uma ação de evangelização nos semáforos da rotatória do Retorno do São Francisco e no da Avenida Marechal Castelo Branco em frente à Igreja Matriz da Paróquia São Francisco de Assis, lembrando a Paixão e Morte de Nosso Senhor.
Um jovem vestido de Jesus Cristo carregava a cruz na faixa de travessia de pedestres, enquanto outros integrantes do grupo exibiam para os veículos que passavam as  mensagens "Jesus te Ama" e "Foi Por Você".
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho, para que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Agradecemos aos jovens por essa iniciativa, e a Dani Fernandes e Lyana Jansen por compartilharem vídeo e fotos no Facebook. Sinal verde para vocês, sigam adiante promovendo o Reino. 

Missas do Lava-Pés enaltecem o serviço com amor ensinado por Cristo

As três missas do Lava-Pés e da Instituição da Eucaristia na noite da Quinta-Feira Santa (02/04/2015) foram celebradas com muita reverência na Paróquia São Francisco de Assis e completadas pela Adoração ao Santíssimo Sacramento: na Igreja Matriz, na Comunidade São José e na Comunidade Jesus, o Bom Pastor.
No Residencial Ana Jansen, a Comunidade São José se uniu à Comunidade Santo Antônio na preparação da liturgia, e a missa foi celebrada pelo vigário-paroquial Frei Ribamar Ferreira, com assistência do Frei Antônio de Bastos Borges e do Diácono Rachid Maluf. A animação musical ficou por conta do grupo Operário(a)s de São José, reforçado por Gilmar Lemos e Sergio da Igreja, pelo guitarrista André Bezerra e pelo flautista Rafael Einstein Carvalho. Na procissão de entrada, participaram 12 pessoas caracterizadas com roupas e descalças como os 12 discípulos de Jesus que teriam os  pés lavados, e o trio representando a Sagrada Família de Maria, José e o Menino Jesus, além dos acólitos, leitores e ordenados. A igreja recebeu um público de cerca de 110 fiéis.
A Primeira Leitura, tirada do Livro do Êxodo lembrando a instituição da Páscoa como festa da libertação do povo de Deus da escravidão no Egito, foi proclamada pelo integrante da Pastoral Familiar Edmilson Lemos Filho vestido de São José, acompanhado da esposa Jeanne Ferreira vestida de Nossa Senhora e do menino Lucas como Jesus.
Depois do Salmo cantado, a jovem Layane Diniz proclamou a Segunda Leitura extraída da Carta de São Paulo aos Coríntios sobre a instituição da Eucaristia. O Evangelho do lava-pés foi proclamado pelo Frei Borges, com Cristo deixando aos discípulos o exemplo do serviço com amor.
Em sua homilia, Frei Ribamar comentou que o início do Tríduo Pascal era uma oportunidade para refletirmos sobre nossa vocação de serviço a Deus, em qualquer ministério ou ação na Igreja. O Pai não precisa de nosso trabalho, ao trabalharmos pelo Reino nós é que somos evangelizados. O padre ressaltou que Jesus é a revelação plena do divino em forma de ser humano, é o ser humano que deu certo, e assim foi graças à educação recebida de José e Maria. Por sua humanidade, Jesus quis celebrar a Páscoa entre seus amigos, então devemos prezar nossas amizades e servir humildemente uns aos outros, assim como Cristo se relacionava com todos sem distinção.
Após o belo ritual do lava-pés, as preces da assembleia, o Ofertório e a Oração Eucarística, o momento marcante da Comunhão em memória da Última Ceia do Senhor foi acompanhado pelo canto "Tomai, comei, é meu corpo e meu sangue que dou, vivei no amor(...)". No final da missa, foi avisado que as comunidades Santo Antônio e São José voltarão a celebrar juntas no Domingo de Páscoa a Ressurreição do Senhor, na mesma capela às 17h. Ontem os fiéis foram convidados a permanecer mais uma hora na igreja para a Adoração ao Santíssimo, conduzida por Marcelo Azevedo Trindade, do Conselho da CSA.
Na Igreja Matriz do São Francisco, a missa do Lava-Pés foi celebrada pelo pároco Frei Valdo Nogueira, com assistência do Diácono Marinaldo Oliveira, e a presença de aproximadamente 800 fiéis somando os dois andares do templo. A animação musical ficou por conta do coordenador do Ministério de Música Robert Gonçalves de Araújo. A Primeira Leitura foi proclamada pela Sra. Dalva Rêgo, o Salmo foi cantado por Dona Rosinha Tunnez, e a Segunda Leitura ficou a cargo de Carlos Barros, da Comunidade Nossa Senhora das Graças. As preces da assembleia foram lidas por Darice Veras, da Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. No ritual do serviço, o padre lavou os pés das famílias e dos jovens representados. No Ofertório, além das doações normais, foram recebidos especialmente diversos quilos de alimentos não perecíveis para ajudar as pessoas carentes da paróquia. No final da celebração, iniciou-se a Adoração ao Santíssimo Sacramento na sala climatizada do segundo piso da igreja.
Por fim, na Comunidade Jesus, o Bom Pastor, a missa da Quinta-Feira Santa foi celebrada pelo vigário-paroquial Frei Raimundo Nonato Moreira, com assistência do Diácono Getúlio Silva, e a animação musical ficou por conta do Grupo Haylimme. Veja mais detalhes dessa celebração mais tarde em nossa página no Facebook.
No Bom Pastor, os apóstolos de Cristo, situados no contexto do mundo atual, foram representados por profissionais que atuam na sociedade, representando diversas profissões. Todos somos apóstolos-missionários e devemos dar o testemunho de Cristo "Eu vim para servir", nos espaços que ocupamos na sociedade.
Na cerimônia do lava-pés, após terem os pés lavados, enxugados e beijados pelo celebrante, os apóstolos se postaram à mesa junto com o Senhor, repetindo o gesto de Jesus na Quinta-Feira Santa.
Seguiu-se a celebração da Eucaristia e logo após foi feito o traslado do Santíssimo
Sacramento, para Adoração.
Continuem participando das celebrações do Tríduo Pascal em nossa Paróquia, nesta Sexta-Feira Santa tem Adoração ao Santíssimo na Matriz e no Bom Pastor, Adoração à Cruz às 15h nesses mesmos dois lugares e Vias-Sacras às 19h nas Comunidades Santo Antônio e Nossa Senhora de Fátima.

Homilia do dia: Cristo se manifesta no mistério do sofrimento humano

Sejamos presenças consoladoras àqueles que padecem na carne ou no espírito, oferecendo-lhes nossa solidariedade, conforto e amor. “A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Isaías 52, 4).
Hoje, na Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nós queremos contemplar o Cristo crucificado, Aquele que morre na cruz por amor a mim e a você. Nós O adoramos, O bendizemos e O aclamamos, Jesus, pelo Seu Sangue derramado na cruz por amor a nós e a toda humanidade!
A cruz, meus irmãos, não é algo passado, ultrapassado. O mistério da cruz de Cristo é o mistério da redenção e da salvação da humanidade. É por isso que nós não nos cansamos de anunciar Cristo e Jesus Cristo crucificado. Loucura para alguns; escândalo para outros, mas para nós é a manifestação mais concreta do poder de salvação do Nosso Deus.
Deus nos salva na humilhação humana. Deus nos salva no desprezo humano. O Senhor nos salva e nos abençoa naquilo que parecia ser a maior de todas as maldições: que escândalo e que horror um ser humano ser pregado na cruz, lugar dos piores bandidos, lugar de castigo. Cristo foi castigado, humilhado, mas aprendeu, com Seu sofrimento, a resgatar o sofrimento de todos nós! Sobre o Seu Corpo pairavam todas as doenças e enfermidades da humanidade, toda a dor, a exclusão. Cristo morreu por todos aqueles que sofrem!
Por isso hoje nós queremos contemplar o Cristo crucificado presente no meio de nós: nossos doentes, nossos enfermos, aqueles que sofrem no corpo, na alma e no espírito, aqueles que sofrem a dor da perda, da traição, do abandono e da solidão. Cristo se faz solidário com toda dor e com todo sofrimento humano.
No alto da cruz Ele grita: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Salmos 21, 2). Ele sentiu a solidão, a ausência de Deus. Não é que Deus estivesse longe d’Ele ou O tivesse abandonado; é que esse é o sentimento que vem ao coração de muitos de nós quando passamos por provações difíceis, quando passamos por situações que parecem humanamente terríveis. Chegamos a pensar: “Será que Deus me esqueceu? Será que Ele não terá piedade de mim?”.
Ao dizer isso, Jesus se faz solidário ao nosso sentimento de abandono e solidão para dizer que está sofrendo conosco. Não sofrendo por compaixão apenas, mas porque sofreu tudo isso na própria carne, sofreu como nós sofremos e sobre Ele se juntaram todos os sofrimentos da humanidade.
Assim como o sofrimento de Cristo não foi estéril nem inútil; mas, pelo contrário, se tornou redentor, salvador e libertador, os nossos sofrimentos não podem ser em vão! Não sofra à toa, não sofra sem sentido, mesmo que você não compreenda a maneira como o sofrimento bate à sua porta, transforme todo e qualquer sofrimento em redenção! Una as dores que batem à sua porta, de uma forma ou de outra, aos sofrimentos de Cristo na cruz e ao mistério da Paixão redentora de Jesus. Desse modo o Senhor fará ser fecundo o nosso sofrimento, vai dar uma razão e uma direção àquilo pelo qual passamos ou enfrentamos.
Seja hoje uma presença consoladora a quem tem sofrimentos maiores, seja uma presença de conforto e solidariedade com aqueles que padecem na carne ou no espírito. Cristo Jesus se faz solidário e redentor com todo o sofrimento humano!
Hoje nós celebramos os crucificados e os sofredores de toda a humanidade. Olhando e contemplando cada um deles, nós contemplamos o Cristo Crucificado, Aquele que é o Salvador de todos nós!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

Ao lavar os pés de detentos, Papa enfatiza amor de Jesus

Em homilia na Missa de Lava-Pés, Papa destacou amor de Jesus pela humanidade; celebração deu início ao Tríduo Pascal.
Nesta Quinta-Feira Santa, 2/4, o Papa Francisco visitou o Complexo da Penitenciária de Rebibbia, em Roma, onde encontrou-se com detentos. Após o encontro, o Pontífice foi para a Igreja “Pai Nosso”, que fica dentro do complexo, onde celebrou a tradicional Missa de Lava-Pés e lavou os pés de alguns detentos, entre eles um brasileiro.
O amor de Jesus pela humanidade foi o centro da homilia do Santo Padre. Ele explicou que essa celebração de Lava-Pés enfatiza justamente esse amor infinito de Cristo. “O amor de Jesus por nós não tem limite, é sempre mais, sempre mais, não se cansa de amar, a ninguém, ama todos nós, a ponto de dar a vida por nós”.
Outro ponto destacado pelo Papa foi o gesto de lava-pés realizado por Jesus. Um gesto que mostra serviço e amor. “É tão forte o seu amor (amor de Jesus) que se fez escravo para nos servir, para nos curar, para nos purificar e hoje, nesta Missa, a Igreja quer que o sacerdote lave os pés de doze pessoas em memória dos doze apóstolos. Mas no nosso coração temos que ter a certeza de que o Senhor, quando nos lava os pés, nos lava por inteiro, nos purifica, nos faz sentir, mais uma vez, o seu amor”.
Francisco disse que também ele precisa ser lavado por Deus e por isso pediu orações para que Deus lave sua sujeira a fim de que ele se torne mais escravo no serviço às pessoas, como fez Jesus.
Com a celebração, Francisco repetiu o gesto que realizou no primeiro ano de seu pontificado. A Missa da Quinta-Feira Santa de 2013 foi celebrada por ele no Instituto Penal para Menores Casal del Marmo, ocasião em que lavou os pés de alguns menores infratores.
Próximas celebrações - Nesta Sexta-feira Santa, 3/4, o Santo Padre preside a Celebração da Paixão do Senhor, momento que será transmitido pela TV Canção Nova a partir das 12h (horário de Brasília). Ao fim do dia, a TV CN transmitirá a Via-Sacra realizada nos arredores do Coliseu, em Roma, às 23h (horário de Brasília), momento de reflexão sobre as estações da Paixão, Morte e Ressurreição.
Já no Sábado Santo, 4/4, diretamente da Basílica Vaticana, ao vivo, a partir das 15h30 (horário de Brasília), os telespectadores da TV CN poderão acompanhar a Santa Missa da Vigília Pascal na Noite Santa.
No Domingo de Páscoa, 5/4, ápice do ano litúrgico, Francisco preside a Santa Missa de Páscoa na Praça São Pedro com a bênção “Urbi et Orbi” no balcão central da Basílica Vaticana. A celebração será transmitida ao vivo pela TV CN a partir das 5h15 (horário de Brasília).

Jéssica Marçal, da Redação Canção Nova. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Jovens do JUPAES e Comunidade Santo Antônio encenam Via-Sacra

Lembrando a Paixão do Senhor e os últimos passos de Jesus Cristo rumo à crucificação no Calvário, a Comunidade Santo Antônio, do bairro da Ilhinha, vai receber na noite desta Sexta-Feira Santa (03/04/2015) às 19h uma encenação da Via-Sacra, organizada pelo Grupo de Jovens JUPAES. No mesmo horário, os jovens da Comunidade Nossa Senhora de Fátima também encenarão sua Via-Sacra no Buriti. Convidamos todos os fiéis, comunidades, pastorais, movimentos, grupos e serviços da Paróquia São Francisco de Assis para este momento diferente e vivo de fé e contemplação.
A representação teatral a céu aberto do sofrimento de Cristo na Cruz morrendo por nós é um dos atos mais emocionantes da tradição católica, sendo que os jovens e a comunidade ensaiaram bastante em diversas reuniões no Centro de Obras Sociais preparando essa Via-Sacra. A maior representação desse tipo na Arquidiocese de São Luís ocorre nas ruas do bairro do Anjo da Guarda, algumas pastorais da nossa paróquia estão se programando de ir ao evento que é encenado às 18h de quinta-feira a sábado, mas quem preferir prestigiar a lembrança das estações da Via Dolorosa mais perto de casa, basta ir à Comunidade Santo Antônio. Obrigado à jovem Joycilene por compartilhar a informação no Facebook.

Participe de uma das três Missas do Lava-Pés na Paróquia

A Quinta-Feira Santa em nossa Paróquia São Francisco de Assis será celebrada com três missas simultâneas do Lava-Pés e da Instituição da Eucaristia, a partir das 20h: na Igreja Matriz de São Francisco com o pároco Frei Valdo Nogueira, na Comunidade Jesus, o Bom Pastor, com o vigário-paroquial Frei Raimundo Nonato Moreira, e na Comunidade São José, liturgicamente em conjunto com a Comunidade Santo Antônio, celebrada pelo vigário-paroquial Frei Ribamar Ferreira. A cor vestida pelos sacerdotes nesse dia é o branco.
Depois das Missas na Matriz e no Bom Pastor, haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento às 22h, que será retomada na Sexta-Feira Santa às 8h da manhã nos dois locais, observando a tabela publicada na postagem de ontem.
O Lava-Pés é um ritual litúrgico realizado na recordação da última ceia do Senhor. Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem; portanto, esta celebração é a maior explicação para o grande gesto de Jesus, que é a Eucaristia.
O rito do lava-pés não é uma encenação dentro da Missa, mas um gesto litúrgico que repete o mesmo gesto de Jesus. O bispo ou o padre, que lava os pés de algumas pessoas da comunidade, está imitando Jesus no gesto; não como uma peça de teatro, mas como compromisso de estar a serviço da comunidade, para que todos tenham a salvação, como fez Jesus.
Instituição da Eucaristia - Com a Santa Missa da Ceia do Senhor, celebrada na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores e fazer isso em memória d´Ele.
A palavra "Eucaristia" provém de duas palavras gregas "eu-cháris", que significa "ação de graças", e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de Pão e Vinho.

Pastoral Familiar realiza Espiritualidade da Semana Santa na Matriz

Apesar da forte chuva que caiu na cidade na noite da Quarta-Feira Santa (01/04/2015) provocando algumas ausências, a Pastoral Familiar da Paróquia São Francisco de Assis se manteve firme na realização de sua Espiritualidade da Semana Santa na Igreja Matriz, ação coordenada pelo orientador Marcelo Azevedo Trindade, da Comunidade Santo Antônio, e pelo casal coordenador Serginho Carvalho e Márcia Miranda. O objetivo foi mergulhar as famílias participantes no espírito do Tríduo Pascal.
Na Acolhida foi cantado o Mantra à luz de velas entregues aos presentes. No comentário inicial, o grupo foi chamado a se recolher em si mesmos e fazer-se as seguintes perguntas: Como estou vivendo este momento da Semana Santa que já se instalou no meio de nós? Como está o meu coração aberto para a graça de Deus que é de perdoar e de ser perdoado também? De que forma eu como pai, mãe, filho dou testemunho da presença de Deus em minha vida? De que forma participo da Pastoral Familiar? Como é o meu relacionamento dentro da Pastoral Familiar? De fato eu sou igreja? O que é ser igreja?
Depois do canto de abertura, foi proposto um momento de recordação da vida, aberto a testemunhos sobre realidades de trevas e as ações da Pastoral Familiar. Após o Salmo Responsorial 68 entoado com o refrão "Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus", e o canto de Aclamação ao Evangelho "Salve, Ó Cristo Obediente", foi proclamado o Evangelho do dia (Mateus 26,14-25) sobre a traição de Judas, e os participantes foram convidados a fazer a reflexão da Palavra como forma de pedido de perdão, por muitas vezes nós termos as atitudes de Judas, o traidor, para com Jesus e para como o nosso próximo. Pedimos perdão a Deus, por sermos suas ovelhas, e mesmo sendo suas ovelhas não soubemos ser pastores uns dos outros. Não soubemos nos amar e dar esse amor que é Jesus, prova de amor maior.
No ponto alto da espiritualidade, munidos de bacia com água e toalha, os casais da PF-PSFA realizaram o gesto do Lava-Pés feito por Jesus como exemplo de serviço aos discípulos, durante o canto "Jesus Erguendo-se da Ceia", e em seguida formaram fila para um momento de Adoração da Cruz de Cristo, que morreu por nós para nos salvar. O canto nesse ato foi "Vitória tu reinarás".
Depois os participantes apresentaram suas preces, lidas inclusive pelas crianças da Pastoral, rezaram juntos o Pai-Nosso e a Ave-Maria, e foi feita a Oração Final, com a despedida sob o som do canto "Prova De Amor Maior Não Há". No final, a Pastoral Familiar decidiu retomar uma vez por mês numa quarta-feira o Terço Domiciliar da Sagrada Família nas residências de famílias necessitadas de apoio espiritual.

Homilia: Jesus suscita em nós gestos de amor para com nosso próximo

Cuidarmos uns dos outros é a melhor maneira de celebrarmos a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo! “Se eu não te lavar, não terás parte comigo” (João 13, 8).
Nesta Quinta-feira Santa nós queremos entrar no mistério da Paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo com a celebração do Tríduo Pascal. A primeira face dessa celebração é justamente contemplarmos Nosso Senhor Jesus Cristo na Última Ceia.
Pode parecer um engano nós nos convencermos de que na Última Ceia Jesus Cristo apenas instituiu a Eucaristia. O ápice daquele encontro foi realmente a instituição do sacramento do Seu Corpo e do Seu Sangue, com a ordem que Ele deu aos Seus apóstolos para que fizessem isso em memória d’Ele.
Eucaristia é doação, é entrega, é o primeiro ato de amor, de entrega total do Senhor por nós no mistério da Sua Paixão. O mesmo que vai se entregar na cruz, morrendo por nós, é o mesmo que se entrega no mistério do Pão e do Vinho, mas não celebramos a Eucaristia somente nos alimentando com o Corpo e o Sangue do Senhor. A Eucaristia começa no chão, começa nos pés, começa quando lavamos os pés uns dos outros. Nós podemos ter a convicção de que ainda não aprendemos a lavar os pés dos nossos irmãos; nós participamos bem do Banquete Eucarístico, vamos à Santa Missa, adoramos a Jesus Sacramentado, achamos belo aquilo que há em nossas igrejas no dia de hoje: quando o padre lava os pés dos escolhidos da comunidade, pessoas que representam tantas realidades de nossa sociedade.
No entanto, o gesto de Jesus não pode virar um teatro ou algo que simplesmente provoque comoção em nós. Lavar os pés do nosso próximo precisa fazer parte da nossa vida. Nós precisamos saber nos abaixar, nos rebaixar e nos humilhar para cuidarmos uns dos outros. Lavar os pés de quem nós gostamos e de quem é afável a nós talvez não seja algo muito difícil ou complicado. Lavar os pés de quem parece leproso e indesejável, dar atenção a quem necessita dela e cuidarmos uns dos outros são a melhor maneira de celebrarmos a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo!
O grande mandamento no dia de hoje é: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 13, 34). Não é o amor apenas de sentimentos por quem gostamos, não é o amor de nos voltar com gestos para essa ou aquela pessoa; é o amor concreto, amor atitude, amor decisão, amor ruptura, amor que é capaz de romper com nosso orgulho e com nosso egoísmo. Amor que se envolve em gestos de perdão e de misericórdia. Amor que é cuidado, ternura, que se envolve de gestos mais profundos para com a pessoa do nosso próximo, amor que quebra o nosso orgulho e a nossa autossuficiência e nos leva a servir até as pessoas indesejáveis.
O amor é concreto, é real! Se não temos ainda a capacidade de amar como precisamos, que olhemos hoje para Jesus a fim de que Seus gestos infundam em nós gestos profundos e autênticos de amor, cuidado e ternura para com o nosso próximo!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

Na Semana Santa, Papa dedica catequese ao Tríduo Pascal

Santo Padre explicou aos fiéis o sentido do Tríduo Pascal, enfatizando a esperança da Páscoa: “nossa vida não termina diante da pedra de um sepulcro”.
Na catequese desta quarta-feira, 1º/4, o Papa Francisco falou sobre o Tríduo Pascal, ápice do ano litúrgico e da vida cristã. A reflexão se insere no contexto da Semana Santa, que os católicos vivenciam desde o último domingo, 29/3, Domingo de Ramos.
O Tríduo começa na Quinta-Feira Santa, com a celebração da Última Ceia, quando Jesus, na véspera de sua paixão, instituiu a Eucaristia. Nesta mesma celebração, realiza-se o gesto de lava pés, um gesto que, conforme explicou o Papa, exprime o sentido da vida e da paixão de Cristo, ou seja, o serviço a Deus e aos irmãos.
Já na sexta-feira é dia de meditar sobre o mistério da morte de Cristo, com a adoração da Cruz. Francisco explicou que todas as Escrituras encontram seu cumprimento no amor de Jesus que, com o seu sacrifício, transformou a maior injustiça no maior amor. E ao longo dos séculos, muitos homens e mulheres deram seu testemunho de vida e refletiram um raio desse amor perfeito de Cristo.
“Adorando a Cruz, olhando Jesus, pensemos no amor, no serviço, na nossa vida, nos mártires cristãos e também nos fará bem pensar no final da nossa vida. Ninguém de nós sabe quando isso vai acontecer, mas podemos pedir a graça de poder dizer: Pai, fiz o que pude. Está consumado”.
Do Sábado Santo, Francisco destacou o silêncio, pois a Igreja contempla o “repouso” de Cristo no túmulo após o vitorioso combate da cruz. É um dia de grande identificação com Maria, que permanece sozinha com a chama da fé acesa, esperando a Ressurreição de Jesus, comemorada no Domingo de Páscoa.
“A pedra da dor é abatida, deixando espaço à esperança. Eis o grande mistério da Páscoa! (…) A nossa vida não termina diante da pedra de um sepulcro, a nossa vida vai além com a esperança em Cristo que ressuscitou justamente daquele sepulcro. Como cristãos, somos chamados a ser sentinelas da manhã”.
Francisco concluiu a catequese com um convite aos fiéis: “Nesses dias do Tríduo Sagrado, não nos limitemos a celebrar a paixão do Senhor, mas entremos no mistério, façamos nossos os seus sentimentos, as suas atitudes. Assim, a nossa será uma ‘feliz Páscoa’”.

Jéssica Marçal, da Redação Canção Nova.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Frei Valdo celebra Missa Penitencial com quatro confessores

A misericórdia do Senhor dura para sempre e se renova a cada dia. Essa verdade foi demonstrada na noite desta terça-feira da Semana Santa (31/03/2015) com a Missa Penitencial da Misericórdia na Igreja Matriz da Paróquia São Francisco de Assis, celebrada pelo pároco Frei Valdo Nogueira, com assistência do Diácono Rachid Maluf. A celebração foi baseada no Rito da Penitência e abriu espaço para os fiéis receberem o sacramento da Reconciliação, com quatro padres recebendo as confissões em cantos diferentes da igreja: Frei Raimundo Nonato Moreira, Frei Ribamar Ferreira, Frei David Rodrigues e Frei José Augusto Santos da Silva.
A missa começou com a igreja na penumbra, iluminada por velas nas mãos dos presentes, e o celebrante na procissão de entrada colocando-se de joelhos diante da Cruz de Cristo. A animação musical ficou por conta do coordenador do Ministério de Música, Robert Gonçalves de Araújo. A Primeira Leitura, extraída do capítulo 2 da Primeira Carta de São Pedro, proclamou que Cristo carregou nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Depois foi recitado um trecho do Salmo 50 com o refrão "Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos". Em seguida foi proclamado o Evangelho da ovelha perdida (Lucas 15, 3-7) que declara haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que não precisam de conversão.
Em sua encorajadora homilia sobre a misericórdia, Frei Valdo (vestindo a casula roxa própria da Quaresma) ressaltou que devemos nos aproximar com confiança buscando o perdão do Deus que ama e por isso se alegra em dar o perdão. Ele enumerou os pecados mais comuns que cometemos mesmo no âmbito da Igreja, citou erros graves que muitas vezes queremos esconder, e enfatizou que quando há o arrependimento, não importa a gravidade do pecado, Deus perdoa tudo e perdoa sempre, e o próprio convertido deseja reparar o dano contra o próximo. São Paulo bem colocou que todos pecamos e necessitamos da misericórdia de Deus, plenamente revelada em Jesus Cristo, que não veio ao mundo para condenar, mas para salvar e dar Sua vida em resgate de muitos. Em seguida, o pároco propôs a fase do Exame de Consciência, feito por meio de várias perguntas que permitiram verificar se temos pensado e vivido sob a luz da Palavra de Deus e dos Dez Mandamentos, sensibilizando muitos a buscarem a confissão. O Ato Penitencial foi feito com a aspersão da assembleia, com cerca de 500 pessoas, purificando-as com a água da vida, mas o Frei ressaltou que a missa não servia como absolvição comunitária, era uma exortação para a busca pelo sacramento da Reconciliação, e muitas penitências foram cumpridas com orações na Capela do Santíssimo. Ontem foi o último dia para confissões na paróquia antes do Tríduo Pascal, tanto que várias pessoas ficaram esperando para se confessarem depois da missa. As confissões serão retomadas em seus horários normais de atendimento dos freis a partir da próxima semana às terças, quintas e sextas-feiras (9h às 11h e 15h às 17h).
Após o momento máximo da Eucaristia recebida com especial alegria pelos que foram absolvidos de seus pecados, foi renovado o convite a todas as comunidades, pastorais, grupos, movimentos e serviços da Paróquia para participarem de todas as celebrações do Tríduo Pascal, na Quinta-Feira Santa os fiéis devem trazer alimentos não perecíveis para o Ofertório na missa do Lava-Pés para doações aos mais carentes.
A Missa Penitencial, celebrada pelo segundo ano consecutivo na Matriz São Francisco, foi uma oportunidade emocionante de conversão e renovação de vida cristã para melhor celebrarmos a Paixão e Ressurreição do Senhor. Agradecemos especialmente aos freis que nos visitaram para reforçar as confissões e todos os que participaram da liturgia.

Pascom comemora marca de 3.000 visitas ao Blog, que chega aos 5 continentes

As estatísticas finais do mês de março fornecidas pelo Google sobre os acessos ao nosso novo Blog da Paróquia São Francisco de Assis representaram a quebra do recorde de visitas mensais deste novo canal da Pastoral da Comunicação: com as mais de 1.800 visitas registradas no período de 1o a 31 de março de 2015, ultrapassamos a marca total de 3.000 acessos desde a entrada da página no ar ocorrida no dia 6 de janeiro. E tem uma novidade internacional: em março o Blog finalmente atingiu visitantes dos cinco continentes do planeta. Com a visita de um internauta de Cabo Verde, país da Costa Oeste da África onde se fala português, o continente africano (o mais pobre do globo) entrou na nossa lista de evangelização.
No geral das visualizações por países, o Blog já teve visitas dos seguintes 10 países: da Europa (8) - Portugal (6), Alemanha (1) e França (1); da Ásia (23) - Índia (14), China (8) e Malásia (1); da Oceania (1) - Timor-Leste (1), onde se fala português; da África (1) - Cabo Verde (1); e das Américas (3.024) - Brasil (2.686) e Estados Unidos (338), sendo que os números norte-americanos não são necessariamente de habitantes dos EUA, pois incluem as pessoas com servidores de internet de final .com, da sede da rede mundial de computadores. A ferramenta de tradução na coluna direita do blog para vários idiomas tem facilitado esse alcance para países não lusófonos.
Neste mês tivemos uma pequena mudança no visual pedida pelo pároco Frei Valdo Nogueira e também ultrapassamos a marca de 200 postagens publicadas, embora ainda falte uma solução para facilitar a publicação de comentários dos visitantes, para isso é melhor utilizar nossa página no Facebook para compartilhamento de informações, opiniões e fotos. A Pascom, mesmo com apenas seis membros ativos regularmente, dedica este recorde mensal à memória de Dona Florimar de Freitas, mãe do nosso agente catequético pasconiano Pedro Américo de Freitas, que faleceu na semana passada aos 81 anos e teve a missa de sétimo dia celebrada na noite desta terça-feira (31/03/2015) na Igreja do Carmo, Centro de São Luís. A família guarda no seu coração a certeza da ressurreição.
Agradecemos aos paroquianos que puseram nossa página nas suas listas de favoritas ou como página inicial de seus navegadores da internet, continuem acessando para batermos mais um recorde no final de abril e podermos nos inscrever a prêmios da mídia católica ou secular.

Programação das Adorações ao Santíssimo e à Cruz, e Tríduo Pascal

Na celebração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, haverá na noite da Quinta-Feira Santa e ao longo do dia na Sexta-Feira Santa uma vigília de Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja Matriz da Paróquia São Francisco de Assis, que terminará com a Adoração à Santa Cruz às 15h, hora da morte de Jesus no Calvário. A escala de horários da Adoração foi definida por sorteio e divulgada pelo pároco Frei Valdo Nogueira, envolvendo todas as comunidades, pastorais, movimentos, grupos e serviços da Paróquia, confira a programação na tabela a seguir.

DATA
HORÁRIO
RESPONSÁVEIS
02/04 (quinta)
22h às 23h
Comunidade Matriz, Pastoral da Juventude, Pastoral da Sobriedade, Renovação Carismática Católica, Pastoral da Acolhida.
03/04 (sexta)
8h às 9h
Comunidade Santa Luzia, Pastoral Litúrgica, Pastoral Social, Apostolado da Oração, Amor Exigente.
03/04 (sexta)
9h às 10h
Comunidade Nossa Senhora das Graças, Acólitos e Coroinhas, Pastoral do Batismo, Ordem Franciscana Secular.
03/04 (sexta)
10h às 11h
Comunidade Nossa Senhora de Fátima, Pastoral Catequética, Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), Legião de Maria.
03/04 (sexta)
11h às 12h
Comunidade Santo Antônio, Pastoral da Comunicação, Terço dos Homens, Irmãs de São José de São Jacinto.
03/04 (sexta)
12h às 13h
Comunidade São José, Pastoral do Dízimo, Pastoral Familiar, Ministério de Música, Ministros da Palavra.
03/04 (sexta)
13h às 14h
Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, Terço Santa Mônica, Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado.

A Comunidade Jesus, o Bom Pastor, não está nessa escala porque terá sua própria Adoração ao Santíssimo na igreja nos mesmos horários da Matriz, culminando com a Adoração à Cruz às 15h. Na tabela abaixo, está o restante da programação das celebrações do Tríduo Pascal com os respectivos freis escalados.
QUARTA-FEIRA, 01
ROXO
SEMANA SANTA
19h
Missa
Matriz São Francisco de Assis
Frei Raimundo
QUINTA-FEIRA, 02
BRANCO
Missa vespertina da Ceia do Senhor
20h
Missa
Com. Jesus, o Bom Pastor
Frei Raimundo
20h
Missa
Com. José
Frei Ribamar
20h
Missa
Matriz São Francisco de Assis
Frei Valdo
SEXTA-FEIRA, 03
VERMELHO
PAIXÃO DO SENHOR
15h
Ação Litúrgica
Com. Jesus, o Bom Pastor
Frei Ribamar
15h
Ação Litúrgica
Matriz São Francisco de Assis
Frei Valdo
SÁBADO, 04
BRANCO
VIGÍLIA PASCAL
20h
Missa
Com. Jesus, o Bom Pastor
Frei Ribamar
20h
Missa
Com. Nossa Senhora de Fátima
Frei Raimundo
20h
Missa
Matriz São Francisco de Assis
Frei Valdo

DOMINGO, 05

BRANCO
DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
7h
Missa
Com. Santa Luzia
Frei Ribamar / Diácono Marinaldo
8h30min
Missa
Com. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Frei Raimundo / Frei Borges
8h30min
Missa
Matriz São Francisco de Assis
Frei Valdo / Diácono Getúlio
17h
Missa
Com. São José
Frei Valdo / Diácono Getúlio
17h
Missa
Com. Jesus, o Bom Pastor
Frei Raimundo / Diácono Marinaldo
19h
Missa
Com. Nossa Senhora das Graças
Frei Valdo
19h
Missa
Matriz São Francisco de Assis
Frei Ribamar / Frei Borges

Homilia: Que Deus tire do nosso coração toda cobiça pelo dinheiro

Nós queremos olhar hoje para o exemplo de Judas e pedir que Deus tire do nosso coração toda cobiça e todo amor desordenado pelo dinheiro. “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata” (Mateus 26, 15).
Nesta Quarta-feira da Semana Santa, diante dos nossos olhos e do nosso coração, há uma reflexão sobre o drama de Judas, aquele que traiu o Senhor por trinta moedas de prata. Trinta moedas de prata é um valor expressivo, significativo, mas aqui o importante não é a quantidade e, sim, o que motiva o coração humano, muitas vezes, a trair os seus valores, os seus ideais, sua ética, sua coerência. E o que leva uma pessoa a se vender e se corromper por causa do dinheiro.
Nosso Senhor Jesus Cristo já nos disse, em tantas ocasiões, que não podemos servir a Deus e ao dinheiro. Porque, na verdade, o dinheiro é o “deus” deste mundo, ele manda nas relações humanas, nos sentimentos e nos afetos. Se nos deixarmos escravizar pelo dinheiro, ele conduzirá os nossos passos.
O dinheiro suscita em nós as mais profundas ambições. Ambição que vem da cobiça do ter e do não se satisfazer com o que se tem e sempre querer ter mais. A cobiça gera a avareza e o amor desordenado pelo dinheiro e pelo ter.
Pobre Judas, seu mal não é um mal maior do que os outros, mas é um mal só: um coração corrompido pelo amor ao dinheiro. Ele cuidava dos bens do grupo, era o tesoureiro, tudo passava pelas suas mãos, mas não estava satisfeito com o que tinha e por míseras trinta moedas de prata traiu Nosso Senhor Jesus Cristo. “Que me dareis se vos entregar Jesus?” (Mateus 26, 15).
Hoje tudo tem preço na humanidade, tudo tem preço no meio de nós. O dinheiro manda em todas as relações humanas; e muitas vezes, nos vendemos e nos deixamos comprar. Dinheiro compra caráter, compra os valores. E pior do que comprar é tirar um pouco daquilo que é o nosso caráter e a nossa personalidade.
Hoje queremos olhar para o exemplo de Judas não para condená-lo, nem para apedrejá-lo, ou para “malhar o Judas” como a tradição popular faz em tantas ocasiões. Nós queremos olhar hoje para o exemplo de Judas e “colocar nossa barba de molho”, pedir que Deus tire de nós e do nosso coração todo amor desordenado pelo dinheiro, que o Senhor realmente equilibre em nosso coração a cobiça.
Todos nós precisamos e queremos ter uma vida melhor, viver com mais dignidade e que a sobriedade conduza os nossos passos. Que em nenhum momento da nossa vida precisemos nos vender e nos deixar corromper para conseguir ter mais, para poder ser mais. E que não precisemos vender ninguém, pisotear em ninguém nem nos colocar acima de ninguém por causa de qualquer bem material, por qualquer posse.
Que nossas relações humanas sejam realmente curadas e saradas pelo pobre e despojado coração de Jesus, que nos ensina a apreciar os verdadeiros valores do céu e a não nos corrompermos por qualquer espécie de dinheiro deste mundo. Não são só os políticos que ocupam altos cargos, mas todos nós temos a mesma tentação, por isso é preciso dizer “não” a toda e qualquer espécie de corrupção e nos colocarmos nos caminhos de Nosso Senhor Jesus Cristo procurando amar o que é reto, justo e correto!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

Papa recorda João Paulo II como grande testemunha de Cristo

Francisco lembrou os 10 anos da morte do Pontífice que governou a Igreja por quase 27 anos e foi canonizado no ano passado.
Ao saudar os peregrinos poloneses, Francisco foi aplaudido ao dizer que João Paulo II foi grande Testemunha de Cristo. “Nós o recordamos como grande Testemunha de Cristo sofredor, morto e ressuscitado, e lhe pedimos que interceda por nós, pelas famílias, pela Igreja, para que a luz da ressurreição resplenda sobre todas as sombras da nossa vida e nos encha de alegria e de paz. O seu exemplo e seu testemunho estão sempre vivos entre nós.”
O Papa João Paulo II morreu aos 84 anos, no dia 2 de abril de 2005. Em seus quase 27 anos de pontificado, visitou 129 países. Criou inúmeros cardeais, entre eles, no dia 21 de fevereiro de 2001, Jorge Mario Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, agora Papa Francisco.
Nesse ano, a memória da primeira década sem João Paulo II assume significado especial: o “Papa da família”, também dos jovens, agora é santo. Sua canonização aconteceu no dia 27 de abril de 2014, Domingo da Divina Misericórdia, dia em que também foi canonizado o Papa João XXIII.

Da Redação Canção Nova, com Rádio Vaticano.