sexta-feira, 10 de abril de 2015

Papa Francisco recorda massacre armênio e pede reconciliação

Santo Padre recebeu em audiência bispos do Sínodo Patriarcal da Igreja Armênio-Católica.
O massacre armênio foi o tema da audiência do Papa Francisco ao receber no Vaticano, na manhã desta quinta-feira, 9/4, bispos do Sínodo Patriarcal da Igreja Armênio-Católica.
No seu discurso, o Pontífice recordou que presidirá a Santa Missa, neste domingo, 12/4, na Basílica Vaticana, em memória das vítimas da perseguição ocorrida 100 anos atrás no então Império Otomano. “Invocaremos a Misericórdia Divina para que nos ajude a curar toda ferida e acelerar gestos concretos de reconciliação e de paz entre as nações que ainda não conseguem chegar a um consenso razoável sobre a interpretação daqueles tristes fatos”, disse o Papa.
Francisco aproveitou a presença do Sínodo Patriarcal para ressaltar a tradição cristã do povo armênio, o primeiro a se converter ao Cristianismo em 301, e saudar os religiosos e fiéis da diáspora, que hoje vivem em tantos países, inclusive na América Latina. Em especial, saudou os que estão na Síria. Cem anos atrás, recordou, a cidade de Aleppo foi porto seguro para os poucos sobreviventes armênios. Hoje, a presença cristã nesta região está ameaçada.
A recordação das vítimas de um século atrás, acrescentou o Pontífice, coloca as pessoas de hoje diante do mistério do mal. Do íntimo do coração do homem podem desencadear-se as forças mais obscuras, capazes de programar a aniquilação do irmão, considerá-lo um inimigo, um adversário, e até mesmo alguém desprovido de dignidade humana, disse.
Mas, para o cristão, o mistério do mal introduz também o mistério da participação na Paixão redentora. Por isso, Francisco encorajou os líderes da Igreja armênia a fazer com que os fiéis não se considerem somente como sofredores em Cristo, mas ressuscitados n’Ele.
Durante o “êxodo interminável” sofrido pelos armênios, o Papa citou o papel naquele tempo do Papa Bento XV, que interveio junto ao Sultão Mehmet V para deter o massacre.

Rádio Vaticano, Redação Canção Nova.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Segunda reunião preparatória para o Festejo de São Francisco 2015

Foi realizada na noite desta quarta-feira (08/04/2015) na Igreja Matriz da Paróquia a segunda reunião de preparação do Festejo de São Francisco de Assis 2015, que inicia o Triênio preparatório para o Jubileu de 50 anos do Festejo que será em 2018. A reunião foi presidida pelo pároco Frei Valdo Nogueira.
Nesse encontro de representantes das comissões responsáveis pela organização do Festejo, que será celebrado entre os dias 25 de setembro e 4 de outubro, foi apresentada uma sugestão de tema pela Pastoral da Comunicação e outra por Filonelde Garcia, da Ordem Franciscana Secular. Os paroquianos podem encaminhar mais sugestões de temas antes da próxima reunião preparatória do Festejo, marcada para o dia 8 de maio (sexta-feira) às 20h na Matriz, quando será decidido o tema central. A partir da escolha do tema, será trabalhada a identidade visual para a confecção das camisas, cartazes, folders, adesivos e outros instrumentos de divulgação.
A equipe de Acolhida participou da reunião de ontem e recebeu orientações sobre sua atuação. Dentre os coordenadores das comissões, falta apenas definir quem será o responsável pela Comissão Cultural, precisamos de candidatos para essa função. Os interessados em propor sugestões de temas para o Festejo 2015 ou compor uma das comissões organizadoras (Liturgia, Barraca, Infraestrutura, Divulgação, Acolhida, Captação de Recursos, Cozinha e Cultural) devem procurar a secretaria paroquial na Igreja Matriz nos horários normais de atendimento, de terça-feira a sábado.

Juventude Franciscana promove rifa de um tablet

A Juventude Franciscana e as equipes do EJC (Encontro de Jovens com Cristo) estão vendendo uma rifa na qual será sorteado um tablet Samsung Galaxy Tab3 lite 3G. O sorteio será realizado no dia 19 de abril (domingo), após a celebração da missa das 19h na Igreja Matriz da Paróquia São Francisco de Assis.
Cada ponto da rifa custa apenas 5 reais. Os recursos levantados com essa promoção serão revertidos em prol da realização de projetos relacionados à juventude. O tablet possui tela de 7 polegadas LCD, 8 GB de memória, processador de 1.2 Ghz Dual Core, Wifi e Bluetooth. Participe e colabore com esse importante serviço de evangelização dos jovens de nossa paróquia.

Homilia: A luz de Cristo ilumina o nosso coração e a nossa mente

A luz de Cristo abre nossa inteligência para entendermos as Sagradas Escrituras, porque só Ele tem palavras de vida eterna! “Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras” (Lucas 24, 45).
Para que possamos abraçar Jesus Ressuscitado, vivo e presente no meio de nós, é necessário abrirmos o nosso coração e a nossa mente. Abrir primeiro o coração para que lá onde estão a nossa vontade, os nossos sentimentos e os nossos afetos o nosso coração possa bater de amor por Jesus. É mais do que um amor cheio de sentimentalismo, é um amor concreto, real, abraçado, no qual assumimos Jesus como o Senhor da nossa vida.
E quando Jesus entra em nosso coração Ele vence os medos existentes dentro de nós e espanta o susto, a agonia e as incertezas. Num encontro com Jesus a Sua luz vai iluminando as fendas mais escuras e obscuras da nossa alma e do nosso coração. A presença de Jesus é luz que ilumina as trevas da nossa alma, por isso não podemos temer.
Para abraçar Jesus precisamos rasgar o coração e entregar a Ele os sentimentos da nossa alma, dos mais nobres existentes dentro de nós aos sentimentos mais duros, humanamente falando. Abramos todo o nosso coração para acolher a luz que é Jesus.
Ao abrirmos nosso coração precisamos abrir também nossa mente para que Jesus vença a ignorância existente em nós; a ignorância que não nos permite conhecê-Lo como Ele precisa e deve ser conhecido e amado. Nós abrimos a nossa mente para que seja iluminada pela Palavra de Deus, a qual nos conduz à experiência real com Jesus vivo e ressuscitado.
Sabem, meus irmãos, muitas vezes, abrimos a Palavra de Deus, a ouvimos e a achamos até bonita, contudo, toda leitura da Palavra de Deus deve nos levar a um encontro pessoal com Jesus. Do Antigo ao Novo Testamento, do Gênesis ao Apocalipse, em cada página da Sagrada Escritura, Cristo está presente, predito, anunciado, preparado, concretizado, realizando prodígios e milagres e ressuscitando a minha e a sua vida pelo poder da Sua Palavra!
Nós não precisamos ter um conhecimento intelectual para entender bem a Palavra de Deus. É preciso abertura de coração e de mente para que o próprio Cristo nos dê a chave da compreensão da Sua Palavra, porque só Ele tem palavras de vida eterna!
Quando nos abrimos para a graça do Ressuscitado, Ele é a luz que ilumina o nosso coração e a nossa mente!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

Papa Francisco telefona para Base argentina para felicitações pascais

Civis e militares da estação científica e militar localizada a 3.300 km ao sul de Buenos Aires se surpreenderam com a ligação papal.
O Papa Francisco surpreendeu os civis e militares da base argentina na Antártida, ao ligar pessoalmente para as felicitações de Páscoa.
Quem atendeu a ligação na base Marambio foi o suboficial Gabriel Almada. “É indescritível a emoção que senti, sinto e continuará em minha memória pelo resto da minha vida, a ponto que não consegui conter as lágrimas depois de encerrada a ligação”, declarou o suboficial, segundo divulgado pela Força Aérea Argentina em sua página no Facebook.
O suboficial acrescentou que a ligação foi feita no sábado, às 7h15min da manhã, e que o Papa telefonou para transmitir “uma saudação especial por ocasião da Páscoa a toda a equipe e expressou que nos acompanhava na base Marambio”.
A Base Marambio é uma estação científica e militar, dependente da Força Aérea Argentina. Foi fundada em outubro de 1969, e mantém atividade durante todo o ano, com população permanente.
As temperaturas chegam a 30 graus negativos. No inverno, residem na base cerca de 75 pessoas, enquanto essa média duplica no verão. Entre outras atividades científicas, mede-se o ozônio atmosférico, com especial atenção à proteção do meio ambiente.
A base se encontra a mais de 3.300 quilômetros ao sul de Buenos Aires.

Rádio Vaticano, Redação Canção Nova.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Frei Raimundo celebra sua primeira Missa Votiva por Frei Antonio

O vigário-paroquial Frei Raimundo Nonato Moreira celebrou pela primeira vez a Missa Votiva em honra a Frei Antonio Sinibaldi, na noite desta terça-feira (07/04/2015) na Igreja Matriz da Paróquia São Francisco de Assis, com um público de cerca de 100 pessoas.
A celebração litúrgica foi a da terça-feira da Oitava da Páscoa. A animação musical ficou por conta da ministra Maria Elisa Alves, com José de Ribamar Silva no teclado. A Primeira Leitura, extraída do capítulo 2 do Livro dos Atos dos Apóstolos, traz a orientação de Pedro sobre o que devemos fazer: "Convertei-vos; e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo." Em seguida o Salmo 32 foi recitado com o refrão cantado "Transborda em toda a terra a bondade do Senhor." O Evangelho proclamado pelo padre foi o de São João (Jo 20,11-18) sobre o encontro de Maria Madalena com o Cristo Ressuscitado para ela sair anunciando "Eu vi o Senhor!"
Em sua homilia, Frei Raimundo falou sobre a dedicação de Madalena em cuidar do túmulo de Jesus como uma prova de amor, igual à que nós geralmente fazemos quando perdemos um ente querido. Mas logo as lágrimas dão lugar à alegria do encontro com o Ressuscitado, que deve nos impulsionar ao anúncio da vitória de Cristo sobre a  morte, à qual São Francisco chamava de Irmã Morte porque ela não tem mais serventia, perdeu seu poder aterrador. O celebrante exaltou a coragem de Frei Antonio, um jovem fradezinho  cujo testemunho era conhecido de todos na sua pequena cidade italiano, e quando surgiu o chamado para ir ao Brasil e muitos não quiseram partir para aquele Quinto dos Infernos como dizia Carlota Joaquina, Sinibaldi decidiu-se pela vida missionária no pobre Maranhão porque ali estava a Boa-Nova de Jesus para ele  anunciar, e como franciscano exemplar ele fez isso priorizando as periferias da nossa paróquia.
No Ofertório, foram colocadas duas velas no túmulo de Frei Antonio, o ponto alto da Eucaristia foi acompanhado do canto "Antes da morte e ressurreição". No final da missa, a Ordem Franciscana Secular puxou as orações da Coroinha de Frei Antonio e a da Causa da Beatificação de Sinibaldi, e Frei Raimundo fez a bênção dos pães de Santo Antônio e a bênção dos objetos devocionais levados pelos fiéis para a aspersão diante do altar.
A próxima Missa Votiva Mensal em homenagem a Frei Antonio será no dia 7 de maio de 2015 (quinta-feira) às 19h na Igreja Matriz do São Francisco.

Homilia do dia: Nossa riqueza está no nome de Jesus e não no dinheiro

Nossa riqueza está no preciosíssimo nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, não no dinheiro e nos bens materiais que possuímos, porque todos eles hão de perecer. “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” (At 3, 6).
O coxo, que todos os dias estava próximo ao pórtico do Templo para pedir esmola e ajuda, precisava muito mais do que esmola, muito mais do que uma ajuda material. Esse homem precisava de cuidado, de amor, de atenção e de salvação. É por isso que Pedro, quando dele se aproxima, diz-lhe com toda a propriedade: “Não tenho ouro nem prata”.
Sabem, meus irmãos, nós, muitas vezes, podemos não ter o bem material necessário para ajudar aquela determinada pessoa, aquela situação ou aquela necessidade. Muitas vezes, o ouro e a prata não salvam. O ouro, a prata e o dinheiro, por vezes, mais perdem do que salvam uma pessoa. Ao passo que nós podemos ter certeza de que Jesus, sim, salva, cura, liberta e resgata a dignidade humana.
O Senhor Jesus nos faz levantar, ainda que estejamos prostrados; e nos faz ficar de pé, ainda que não tenhamos nem forças para caminhar. Ele nos levanta de toda doença e enfermidade do corpo, da alma e do espírito. Nós até podemos levar o pão, o teto e aquilo que, materialmente, as pessoas precisam para as suas necessidades temporais. Isso é caridade, é cuidar da necessidade do outro, daquilo que o outro precisa, mas permita-me dizer uma coisa a você: nós nunca podemos deixar de levar o nome de Jesus às pessoas!
Sim, isso porque nós atendemos a uma realidade material momentânea ao ajudar a pessoa naquele momento e lhe dar um socorro material. Mas, quando levamos Jesus a essa pessoa, O levamos para toda a sua vida porque Ele não serve só para o momento presente, Ele serve para a nossa vida inteira. Visto que, no sentido mais pleno, Jesus é para nossa eternidade, por isso não podemos nos omitir de levar o santo nome do Senhor às pessoas à nossa frente, em nossa casa, em nossa família e em nosso trabalho.
A nossa maior riqueza não são os bens que possuímos, porque todos eles hão de perecer e enferrujar. Há um tesouro maior, mais precioso: o tesouro do nome preciosíssimo de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Se a Igreja primitiva tinha no nome de Jesus a Sua única riqueza, foi esta mesma riqueza que se espalhou por toda a face da Terra e salvou homens e mulheres em todas as etapas da história humana.
Nós precisamos continuar irradiando [essa verdade] e levando com toda a autoridade o santo nome de Jesus às nossas casas, famílias, sociedade e ao mundo em que vivemos!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

As crianças nunca são um erro, diz Papa Francisco na catequese

Santo Padre falou do abandono e da rejeição que atingem tantas crianças no mundo, roubando-lhes a infância e o futuro.
O Papa Francisco retomou, nesta quarta-feira, 8/4, o ciclo de catequeses sobre família, após a reflexão da semana passada sobre o Tríduo Pascal por ocasião da Semana Santa. O Pontífice voltou a falar das crianças, mas, desta vez, sob uma perspectiva triste: a realidade da rejeição, do abandono, de crianças que têm sua infância e seu futuro roubados.
Diante dessas tristes realidades, o Papa lembrou que as pessoas costumam dizer que foi um erro ter trazido as crianças ao mundo, uma atitude que é vergonhosa. “Não descarreguemos sobre as crianças as nossas culpas, por favor! As crianças nunca são um erro”.
Segundo Francisco, a fome das crianças, a falta de escola para tantas delas, sua pobreza e fragilidade são motivos para que elas sejam amadas com mais generosidade ainda. Ele disse que cada criança marginalizada é um grito que se eleva a Deus e que acusa o sistema que os adultos construíram. Mesmo nos países ricos, as crianças vivem tantas situações difíceis por causa da crise da família, dos vazios educativos e das condições de vida às vezes desumanas.
“Em todo caso, são infâncias violadas no corpo e na alma. Mas nenhuma dessas crianças é esquecida pelo Pai que está nos céus! Nenhuma das lágrimas delas seja perdida! Como não deve ser perdida a nossa responsabilidade, a responsabilidade social das pessoas, de cada um de nós e dos países”.
O Pontífice destacou ainda que, muitas vezes, as crianças sofrem com as consequências de uma vida baseada no trabalho precário e também acabam pagando o preço por “uniões imaturas” e “separações irresponsáveis”.
Em meio aos problemas sofridos por tantas crianças, a Igreja coloca sua maternidade a serviço delas e de suas famílias, disse Francisco. Ele convidou os fiéis a pensarem como seria uma sociedade que se baseasse neste princípio: “É verdade que somos imperfeitos e cometemos muitos erros. Mas quando se trata de crianças que vêm ao mundo, qualquer sacrifício dos adultos não será julgado exagerado se isso fizer com que nenhuma criança se sinta um erro ou sem valor”.
Uma sociedade assim, segundo o Papa, seria bela e teria muitos dos seus erros perdoados.

Jéssica Marçal, da Redação Canção Nova. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Veja retrospectiva das celebrações da Semana Santa na Paróquia

A Pastoral da Comunicação da Paróquia São Francisco de Assis realizou na noite desta segunda-feira (06/04/2015) a reunião de fechamento da edição de abril do jornal mensal "A Voz da Paróquia", que terá como manchete de capa a cobertura das celebrações da Semana Santa na nossa paróquia com ênfase especial para o Tríduo Pascal. Foi exibido durante a reunião o vídeo da bela interpretação do Exulte cantado por Serginho Carvalho na Vigília Pascal à luz de velas na noite do Sábado de Aleluia, filmagem esta que será disponibilizada amanhã de manhã na seção de Vídeos deste Blog.
Cinco membros da Pascom também selecionaram as melhores fotos do Domingo de Ramos, da Missa Penitencial, das missas do Lava-Pés, das Adorações à Cruz na Sexta-Feira Santa, das celebrações da Vigília Pascal e das missas do Domingo da Ressurreição do Senhor, para entrarem na página dupla central do jornal que deve circular nas comunidades durante o próximo fim de semana.
Confira a seguir uma retrospectiva da cobertura do Blog para a Semana Santa clicando nos links abaixo:

Missa dos Santos Oléos reúne centenas de fiéis na Igreja da Sé

Celebração do Domingo de Ramos lota a Igreja Matriz

Participe da Missa Votiva em honra de Frei Antonio na Oitava Pascal

No segundo dia de celebração da Oitava da Páscoa em honra de Jesus Cristo Ressuscitado, a Igreja Matriz da Paróquia São Francisco de Assis convida todos os seus fiéis, pastorais, comunidades, movimentos, grupos e serviços a participarem na noite desta terça-feira (07/04/2015) às 19h da Missa Votiva mensal em homenagem a Frei Antonio Maria Sinibaldi, em defesa da causa da beatificação do fundador de nossa paróquia.
A Missa Votiva deste mês de abril será a primeira do ano celebrada pelo vigário paroquial Frei Raimundo Nonato Moreira, com a liturgia ficando sob a responsabilidade da Ordem Franciscana Secular (OFS). Os fiéis e devotos podem trazer seus objetos devocionais para a bênção no final da missa e devem fazer suas orações diante do túmulo do Frei Antonio e em suas casas para que ele seja agraciado pelo Senhor com a honra dos altares.
O Evangelho do dia, sobre o encontro de Maria Madalena com Cristo ressuscitado, tem tudo a ver com a história de vida de Sinibaldi em seus encontros com as pessoas, enxugando as lágrimas e manifestando com serenidade a alegria de saber que Jesus venceu a morte e vive eternamente no meio de nós. Não deixe de comparecer a participar desse momento especial de devoção pelo intercessor no céu mais próximo da Paróquia São Francisco.

Homilia: Que nossa vida testemunhe Cristo vivo e ressuscitado

Só pode testemunhar, proclamar e convencer os outros de que Jesus está vivo quem experimentou, na sua própria vida, o encontro com Ele! “Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor!’, e contou o que Jesus lhe tinha dito” (João 20, 18).
Maria Madalena é uma testemunha privilegiada da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu até digo que é a testemunha principal disso, pois foi a primeira a se encontrar com Cristo vivo e ressuscitado. Ela foi a primeira a ver com os próprios olhos que o Senhor estava vivo e para sempre vivo e que a morte não tinha mais nenhum poder sobre Ele.
Quando contemplamos a vida de Maria Madalena entendemos por que o Senhor é tão importante e transformador em sua vida. Eu não sei como era a sua vida velha, passada, mas a verdade é que ela tinha uma vida longe de Deus, marcada por sofrimentos, dramas e pecados. E que, muitas vezes, foi atormentada pelo próprio tentador, mas quando se encontrou com Jesus, o Mestre transformou sua vida.
Ela deixou de lado as paixões desordenadas às quais o seu coração, muitas vezes, se inclinou e passou a ter um único amor e uma única paixão: Jesus Cristo, Nosso Senhor. Ela O servia com a vida, O servia com seus afazeres, O servia com seus bens. Maria Madalena se tornou toda de Deus!
Imagine a dor que estava em seu coração; imagine o que tomava conta da sua alma, a tristeza que invadiu o seu ser quando o Cristo, o amor da sua vida, a razão de sua existência, morreu crucificado. Ela não abandonou o Senhor nem na morte, foi todos os dias ao Seu túmulo, ali se fazia presente para cuidar d’Ele. E naquele momento, seus olhos se deparam com o Cristo vivo e ressuscitado! Se ela já tinha fé, a sua fé se tornou esplêndida; se ela já O amava o seu amor se tornou pleno; se ela já havia se entregado antes ao Senhor, a sua entrega se tornou total. Maria agora contemplava o Cristo vivo e ressuscitado.
Se num primeiro momento ela quis reter o Senhor para si, o próprio Senhor abriu Seus braços e o Seu coração e disse-lhe: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito” (João 20, 17-18).
Só pode testemunhar, proclamar e convencer os outros de que Jesus está vivo quem experimentou, na sua própria vida, o encontro com Jesus Ressuscitado! Não existe prova maior da Ressurreição de Jesus do que as vidas transformadas pelo encontro com o Senhor vivo!
Ao longo da história, Madalenas, Franciscos, Paulos, Josés e tantos de nós nos encontramos em nossa própria vida com o Cristo Ressuscitado; e Ele vai dando sentido à nossa vida; mudando o homem velho, aquela mulher velha, e vai mudando aquela nossa vida que parecia sem rumo e dando sentido, gosto e sabor a ela.
Assim como Maria Madalena foi testemunhar aos demais: “Eu vi o Senhor!”, quem se encontrou ou foi encontrado por Ele e o Senhor passou a ser a razão da sua vida, precisa testemunhar para o mundo que encontrou o Senhor e que Ele está vivo e ressuscitado.
O mundo não precisa nem quer conhecer só as teorias e os anúncios: “Olha, Jesus está vivo!”. O mundo está ansioso para ver onde é que estão as pessoas que foram transformadas e ressuscitadas com Jesus.
Que eu e você sejamos testemunhas de que Jesus está vivo e presente no meio de nós!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

Papa pede que fiéis se deixem transformar com a Ressurreição

Francisco rezou o Regina Coeli com os fiéis na oitava de Páscoa; pedido foi uma transformação de vida a partir da Ressurreição de Cristo.
Nesta segunda-feira, 6/4, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Regina Coeli com os fiéis presentes na Praça São Pedro nesse primeiro dia da oitava de Páscoa. Na reflexão que precede a oração, o Pontífice convidou os fiéis a deixarem que suas existências sejam conquistadas e transformadas pela Ressurreição.
Francisco partiu da narração do Evangelho de Mateus, em que as duas mulheres, ao encontrarem o Sepulcro de Jesus vazio, presenciam a aparição do Anjo que lhes anuncia que Cristo ressuscitou. Elas puderam se encontrar com o próprio Jesus, que lhes disse: “Vão e digam aos meus irmãos que se dirijam à Galileia, pois é lá que eles me verão”.
“A Galileia é a ‘periferia’ onde Jesus havia iniciado sua pregação; e de lá repartirá o Evangelho da Ressurreição para que seja anunciado a todos e cada um possa encontrar o Ressuscitado, presente e operante na história”, refletiu Francisco.
Ao recordar que este é o anúncio que a Igreja repete desde seus primórdios, o Papa afirmou que também os fiéis, por meio do batismo, ressuscitam, passam da morte à vida, da escravidão do pecado à liberdade do amor.
“Esta é a boa notícia à qual somos chamados a levar aos outros, em todos os lugares, animados pelo Espírito Santo. A fé na ressurreição e a esperança que Ele nos trouxe são o dom mais bonito que os cristãos podem e devem oferecer a seus irmãos. A todos e a cada um não nos cansemos de repetir: Cristo ressuscitou!”, exortou o Papa.
Cristãos felizes - Ao afirmar que a Boa Nova da Ressurreição deve transparecer no rosto dos cristãos, em seus sentimentos, atitudes e na maneira como tratam os outros, Francisco falou sobre o que acontece quando se anuncia a ressurreição de Cristo.
“A Sua luz ilumina os momentos mais sombrios da nossa existência e podemos compartilhá-la com os outros, então sabemos sorrir com quem sorri e chorar com quem chora; caminhar ao lado de quem está triste e poderia perder a esperança; contar a nossa experiência de fé a quem está buscando um sentido para a vida e a felicidade”, descreveu o Pontífice.
Oitava de Páscoa - Explicando o tempo litúrgico da Ressurreição, o Papa destacou que a Oitava de Páscoa ajuda a entrar no mistério, para que a sua graça se imprima no coração e na vida.
“A Páscoa é o evento que traz a novidade radical para todo ser humano, para a História e o mundo: é o triunfo da vida sobre a morte; é a festa de despertar e se regenerar. Deixemos que a nossa existência seja conquistada e transformada pela Ressurreição!”, concluiu Francisco.

Da Redação Canção Nova, com Rádio Vaticano.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Paroquianos vão à missa pascal com show dos Anjos de Resgate

No final da tarde e na noite deste Domingo da Ressurreição do Senhor (05/04/2015), vários fiéis representantes da Paróquia São Francisco de Assis (grupos de jovens, músicos, membros da Pastoral Familiar, de liturgia, ECC, EJC e outros), e inclusive o vigário-paroquial Frei Ribamar Ferreira, foram conferir de perto a programação de celebração da Páscoa da Arquidiocese de São Luís na Praça Maria Aragão, que teve início com a missa solene da Páscoa, o momento mais importante do calendário católico. Milhares de pessoas compareceram à Praça Maria Aragão no Centro para celebrar o domingo de Páscoa assistindo a uma apresentação emocionante da banda Anjos de Resgate.
Presidida pelo padre Crizantônio da Conceição Silva, a missa celebrou a ressurreição de Jesus. Após a missa, o grupo Dançatro apresentou uma encenação sobre a ressurreição de Jesus Cristo. Depois subiu ao palco o Ministério de louvor Utopia, do  Anjo da Guarda, que apresentou canções bem conhecidas do público católico.
De volta a São Luís após dois anos, a principal atração da noite, a banda Anjos de Resgate, subiu ao palco e contagiou todo o público que enchia a Praça Maria Aragão. No repertório, canções do CD “Marcados pelo Amor”, e também músicas consagradas nos 15 anos de história da banda, como “Manda teus anjos”, “Amigos pela fé” e "A cruz sagrada”.
“Vivemos aqui uma experiência de fé, muitas pessoas aguardando nosso show, a praça completamente lotada. Nós trouxemos a mensagem do amor de Jesus, aquele que venceu tudo por amor. Desejo que todos acolham essa mensagem em seu coração. Já tocamos aqui em São Luís outras vezes e o povo daqui é um povo de muita fé”, contou o vocalista da banda, Diego Tiguez, ao Jornal Pequeno.
Para a jornalista Sâmia Campos, a programação do domingo foi mais uma oportunidade de celebrar a Páscoa e aproveitar o show da banda Anjo de Resgate. “Aqui vivemos mais uma oportunidade de celebrar a Páscoa. Essa foi uma oportunidade diferente, com uma programação que abrange o público cristão e principalmente trouxe bandas amadas pelo público. Essa, com certeza, foi uma noite de muito louvor a Deus”, disse ela ao JP.
As duas noites da “Celebração da Vida” foram uma programação especial de Páscoa preparada pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func). A programação aconteceu na Praça Maria Aragão no sábado (4) e domingo (5), proporcionando momentos de louvor e adoração, a partir da reflexão religiosa e da celebração da ressurreição de Jesus Cristo. No sábado, a cantora e pastora Fernanda Brum e artistas locais se apresentaram no palco da praça para um público predominantemente evangélico.
(Informações e fotos, fonte: Jornal Pequeno)

Sete missas celebram Ressurreição do Senhor no Domingo de Páscoa

Na manhã do Domingo de Páscoa (05/04/2015) que celebra a Ressurreição do Senhor, a Paróquia São Francisco de Assis teve três missas em honra do dia mais importante do calendário litúrgico: às 7h na Comunidade Santa Luzia com a missa celebrada pelo vigário-paroquial Frei Ribamar Ferreira, às 8h30min na Igreja Matriz do São Francisco celebrada pelo pároco Frei Valdo Nogueira, e no mesmo horário na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Jaracati) celebrada pelo vigário-paroquial Frei Raimundo Nonato Moreira.
À tarde houve missas de Páscoa na Comunidade Jesus, o Bom Pastor, e na Comunidade São José em parceria com a Comunidade Santo Antônio, e à noite as celebrações foram na Matriz e na Comunidade Nossa Senhora das Graças.
A Primeira Leitura, extraída do capítulo 10 do Livro dos Atos dos Apóstolos, destaca o anúncio de Pedro de que "comemos e bebemos com Ele (Cristo) depois que ressuscitou dos mortos." Em seguida foi cantado o Salmo 117 com o refrão "Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!" A Segunda Leitura, tirada do capítulo 3 da Carta de São Paulo aos Colossenses, contém a exortação do apóstolo dos gentios "Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo." Depois foi proclamado o Evangelho de São João sobre a ressurreição de Jesus (Jo 20,1-9), tema principal das homilias do dia de maior felicidade para os cristãos.
Em algumas comunidades a ressurreição foi representada teatralmente. Na Comunidade Santa Luzia, a Pastoral Familiar e o Conselho comunitário promoveram depois da missa um café da manhã compartilhado no qual também foram distribuídos chocolates para as crianças. Agradecemos às comunidades por compartilharem informações e fotos conosco pelo Facebook sobre o Domingo da Vitória do Cordeiro, não do coelhinho. E que a Páscoa seja para todos nós o marco da passagem para uma vida nova, de maior comunhão com Cristo e a Igreja.

Celebrações da Vigília Pascal animam fiéis com alegria da ressurreição

A Noite Santa em que Cristo venceu a morte foi celebrada intensamente na Paróquia São Francisco de Assis com três missas da Vigília Pascal às 20h do Sábado de Aleluia (04/04/2015): na Igreja Matriz presidida pelo pároco Frei Valdo Nogueira, na Comunidade Jesus, o Bom Pastor, dirigida pelo vigário-paroquial Frei Ribamar Ferreira, e na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, celebrada pelo vigário-paroquial Frei Raimundo Nonato Moreira reunindo na liturgia também as comunidades de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
A Vigília das Vigílias na Matriz começou do lado de fora da igreja, com o povo reunido em volta da fogueira, e Frei Valdo ministrando a bênção do fogo novo, com a assistência dos Diáconos Marinaldo Oliveira e Getúlio Silva. Em seguida, o Círio Pascal foi apresentado ao padre, que colocou nele os cravos representando a crucificação de Jesus e procedeu ao acendimento, proclamando com o Círio erguido: "Eis a luz de Cristo!", ao que todos respondem cantando "Demos graças a Deus!".
Com as luzes do templo apagadas, primeiro entrou na igreja o Círio, seguido da procissão da equipe de celebração e dos fiéis. Daí houve o momento marcante em que o coordenador da Pastoral Familiar Serginho Carvalho cantou uma linda interpretação do Exulte com a igreja iluminada pelas velas nas mãos dos fiéis acesas no Círio, a canção será disponibilizada em breve na seção de Vídeos deste blog.
A mais longa Liturgia da Palavra do ano foi ouvida de maneira serena. A Primeira Leitura, extraída do primeiro capítulo e início do segundo do Livro do Gênesis, foi proclamada por Érika Luiza, da Comunidade São José, narrando a criação do mundo e destacando que "Deus viu tudo quanto havia feito e eis que tudo era muito bom". A seguir o Salmo 15 foi cantado por Luciana Diniz, da Comunidade São José, com o refrão "Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!". A Segunda Leitura, tirada do capítulo 22 do Livro do Gênesis, foi proclamada por Eliana Fonseca, da Comunidade Santa Luzia, relatando a obediência de Abraão que se dispôs a sacrificar seu filho único Isaac. Em seguida foi cantado por Wellington Galvão, da Comunidade Santa Luzia, o Salmo 103 com o refrão "Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai." A Terceira Leitura, oriunda do capítulo 14 do Livro do Êxodo, foi proclamada por Adriano Costa (RCC/Comunidade Santo Antônio), narrando a libertação do povo de Deus do Egito e como os filhos de Israel atravessaram o Mar Vermelho a pé enxuto, emendando com o cântico do povo liberto entoado por Dona Lilita com o refrão "Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!". A Quarta Leitura, do capítulo 55 do Livro do Profeta Isaías, proclamada por Mario Costa da Matriz, destacou a promessa do Pai: "Vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno." Na sequência, o coordenador do Ministério de Música da Matriz Robert Araújo cantou belamente o Salmo baseado no capítulo 12 de Isaías com o refrão "Com alegria bebereis do manancial da salvação." Por fim, a Quinta Leitura, extraída do capítulo 6 da Carta de São Paulo aos Romanos e proclamada por Francisco Gerson (da Comunidade Santa Luzia), ressaltou que "Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais", e o jovem Vinícius da Santa Luzia cantou muito bem o Salmo 117 iniciado por "Aleluia, Aleluia, Aleluia. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Eterna é a sua misericórdia!".
Depois da proclamação do Evangelho de São Marcos sobre a ressurreição de Jesus, feita pelo Diácono Marinaldo, Frei Valdo destacou em sua homilia a alegria que os cristãos devem sentir ao meditar sobre o grande mistério de Jesus ressuscitado que venceu a morte e assim nos garantiu a nossa vitória futura sobre ela. Ele superou toda a realidade da dor e do sofrimento, na sua plena entrega confirmou o perdão a toda a humanidade, e pela fé Nele não precisamos mais ter medo. A Vigília das Vigílias traz para nós um ânimo de vida nova, guiada pela luz de Cristo, ressaltou o pároco.
A noite de Páscoa é o momento que tem mais sentido celebrar os sacramentos da iniciação cristã. Então foi realizada a Liturgia Batismal, sendo que na Matriz foram batizadas por Frei Valdo quatro crianças: Alice Silva, Carla Pereira, Juliana Gomes e José Hernandes Filho. Durante a oração, o Diácono Getúlio mergulhou o Círio Pascal na água da pia batismal. Após a bênção da água, os batizandos fizeram suas promessas do batismo de renunciar e crer, e os demais fiéis presentes puderam renovar as promessas batismais. Depois de batizar um a um na pia, ungir as crianças com óleo e os padrinhos acenderem suas velas no Círio, a assembleia também foi aspergida com água benta, sob os cantos do grupo musical
formado por Jackson Nascimento, Raíssa Lima e Sergio "Teco". Na sequência, o Diácono Marinaldo proclamou a oração comunitária dos fiéis antes do Ofertório.
A Liturgia Eucarística é o ápice da Noite Pascoal. É a Eucaristia central de todo o ano, mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar de Seu Corpo e de Seu Sangue, como memorial da Sua Páscoa. Abençoada por muita chuva do lado de fora, foi o ponto mais importante da celebração que na Matriz durou quase três horas, com a participação de um público de aproximadamente 700 pessoas.
Antes da bênção final, Frei Valdo agradeceu a todos que colaboraram nas celebrações do Tríduo Pascal, exortou os novos batizados a permanecerem firmes na igreja tanto que receberão a Primeira Comunhão no próximo dia 11 de abril, disse que nem sentiu o tempo passar (já eram 22h50min) de tão emocionante que era a festa da ressurreição e despediu-nos a todos na alegria do Ressuscitado, com a assembleia cantando o vibrante canto "Ressuscitou" agitando as bandeirinhas brancas, Cristo está vivo no meio de nós!
Na Comunidade Jesus, o Bom Pastor, no Renascença I, a Vigília Pascal também foi emocionante para o Frei Ribamar Ferreira, que contou com a assistência do Frei Antônio de Bastos Borges, e a animação musical ficou por conta do Grupo Haylimme, que teve o retorno do coordenador Paulo Roberto Araújo recuperado da garganta para cantar o Salmo de Isaías 12 "Com alegria bebereis do manancial da salvação." E no Buriti, as "Três Marias" se reuniram para celebrar a ressurreição na missa presidida por Frei Raimundo. Veja mais detalhes dessas Vigílias em nossa página no Facebook.

Homilia: O amor do Ressuscitado aplaca todo medo da nossa alma

Quando somos envolvidos pela certeza plena de que Deus venceu a morte, o medo já não tem mais poder sobre nós! “Não tenhais medo. Ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão” (Mateus 28, 10).
Hoje, na segunda-feira da Oitava da Páscoa, é Páscoa em todo o mundo, é Páscoa para o nosso coração e nossa vida. Contemplamos o Cristo vivo, o Cristo Ressuscitado, que se manifesta às primeiras testemunhas: a Seus discípulos, a Madalena e àqueles que têm o primeiro encontro com Ele, primeiro com o túmulo vazio, depois com Ele vivo, em carne, osso, Espírito e em toda a Sua divindade.
É a Ele a quem nós adoramos, proclamamos e exaltamos porque Cristo está vivo e Ressuscitado para a glória de Deus. A primeira ordem do Cristo Ressuscitado: “Não tenhais medo!”.
Sabem, meus irmãos, quando a morte é vencida e destruída, porque ela é a coisa mais misteriosa, dolorosa e enigmática para aqueles que não conhecem a graça e o poder de Deus, o homem talvez possa adiá-la e tentar viver um pouco mais, mas a verdade é que da morte ninguém escapará. A morte que, para alguns, pode representar um fim e uma tristeza incansável; para nós, é vitória, é participação e porta de entrada para a glória do Senhor. E o Cristo, que hoje aparece e se manifesta a nós, é o Cristo que venceu o último inimigo, este último inimigo se chama morte.
Uma vez que a morte foi vencida não existe mais nada neste mundo que a graça de Deus não possa vencer! É por isso que Ele nos diz: “Não tenhais medo!”. O medo, quando entra em nós, obscurece o nosso coração, a nossa vontade, nos faz tremer por dentro e nos faz desconfiar de tudo. O medo nos apavora, tira a nossa alegria de viver, suscita tristeza e desconfiança. Ao passo que, quando somos envolvidos pela certeza plena de que Deus venceu a morte, o medo já não tem mais poder sobre nós! Por isso é como se o Senhor nos dissesse: “Sem nenhum medo, ide agora anunciar [o Evangelho] aos meus irmãos!”.
Uma vez que o medo foi vencido e a incredulidade já foi deixada de lado, é preciso ir proclamar, anunciar e dizer a todos que a razão da nossa vida está viva, que a nossa vida tem sentido, tem sabor, tem esperança! Que a nossa vida tem jeito; e o jeito quem dá à nossa vida é Deus! É Ele quem traz, na ressurreição gloriosa do Seu Filho Jesus, o sentido e a razão de que a nossa vida precisa.
Quero, olhando para o Cristo vivo, glorioso e Ressuscitado, desejar que todo medo, que, às vezes, apavora a nossa vida, nossa casa, nossa família e os nossos; o medo que gera inseguranças, incerteza e nos apavora com as doenças, as enfermidades e a morte, desapareça.
Quando o medo é vencido Deus é pleno em nós; quando o medo vai nos vencendo a graça de Deus vai se esvaziando em nós.
Que a graça de Cristo cresça, que o medo diminua até morrer de vez, porque uma vez que estamos em Deus nada mais vai nos apavorar. Por isso esperamos o nosso encontro definitivo com Ele, quando não haverá mais morte, não haverá mais dor, não haverá mais tristeza porque Ele mesmo vai enxugar todas as nossas lágrimas.
Enquanto caminhamos como peregrinos rumo à pátria definitiva e celeste, deixemo-nos ser envolvidos pelo amor do Ressuscitado, que cura e aplaca todo medo da nossa alma!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

Em mensagem de Páscoa, Papa pede paz para a humanidade

Francisco usou sua mensagem de Páscoa para apelar a todos pela paz no mundo especialmente em regiões marcadas por grandes conflitos armados.
O Papa Francisco fez neste domingo, 5/4, no Vaticano, um apelo à paz, em sua mensagem de Páscoa, recordando as vítimas das guerras, do terrorismo e das perseguições religiosas em vários países.
“Pedimos paz, antes de tudo, para a Síria e o Iraque, para que cesse o fragor das armas e se restabeleça a boa convivência entre os diferentes grupos que compõem estes amados países”, referiu, numa intervenção proferida antes da bênção ‘urbi et orbi’ [à cidade (de Roma) e ao mundo], na varanda central da Basílica de São Pedro.
Francisco exigiu que a comunidade internacional “não permaneça passiva perante a “imensa tragédia humana” nesses países e “o drama dos numerosos refugiados”.
O Papa reforçou as suas preocupações em relação aos cristãos perseguidos por causa da sua fé, lembrando ainda todos os “que sofrem injustamente as consequências dos conflitos” em curso.
Segundo o Pontífice, o terrorismo não pode ser justificado com motivos religiosos, porque “quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não precisa de usar violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e do amor” e com “a coragem humilde do perdão e da paz”.
Francisco falou também aos habitantes da Terra Santa; fez votos de que israelitas e palestinos retomem o processo de paz, “a fim de pôr fim a tantos anos de sofrimentos e divisões”.
“Suplicamos paz para a Líbia a fim de que cesse o absurdo derramamento de sangue em curso e toda a bárbara violência”, prosseguiu o Papa, que aludiu ainda à situação no Iémen.
Francisco saudou o acordo de princípio sobre o dossiê nuclear iraniano, alcançado em Lausana, esperando “que seja um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraterno.
O documento celebrado entre os representantes do Irã e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha prevê o fim das sanções econômicas que afetam o país asiático.
A intervenção do Papa pediu ainda a paz para a Ucrânia, a Nigéria, o Sudão do Sul, o Sudão e a República Democrática do Congo, lembrando em particular os jovens mortos na última quinta-feira, 2/4,  numa Universidade de Garissa, no Quénia.
A mensagem pascal deixou uma oração “por quantos foram raptados, por quem teve de abandonar a própria casa e os seus entes queridos”.
O Papa referiu-se às vítimas da escravatura “por parte de indivíduos e organizações criminosas”, dos traficantes de armas “que lucram com o sangue de homens e de mulheres” e “dos traficantes de droga, muitas vezes aliados com os poderes que deveriam defender a paz e a harmonia”.
“Aos marginalizados, aos presos, aos pobres e aos migrantes que tantas vezes são rejeitados, maltratados e descartados; aos doentes e atribulados; às crianças, especialmente as vítimas de violência; a quantos estão hoje de luto; a todos os homens e mulheres de boa vontade chegue a voz consoladora do Senhor Jesus”, apelou.
Francisco sublinhou que a ressurreição de Jesus mostra aos crentes a humildade como “caminho da vida e da felicidade”.
“A proposta do mundo é impor-se a todo o custo, competir, fazer-se valer, mas os cristãos, pela graça de Cristo morto e ressuscitado, são os rebentos duma outra humanidade, em que se procura viver ao serviço uns dos outros, não ser arrogantes mas disponíveis e respeitadores”, enfatizou.

Da Redação Canção Nova, com Agência Ecclesia.

domingo, 5 de abril de 2015

Papa Francisco preside celebração da Vigília Pascal no Vaticano

Papa convida aos fiéis a entrarem no mistério da Páscoa durante a celebração da Vigília Pascal.
O Papa Francisco presidiu a cerimônia da Vigília Pascal no Vaticano, neste sábado, 4/4. A celebração foi concelebrada por centenas de sacerdotes, bispos e cardeais, na Basílica de São Pedro.
Refletindo sobre o Evangelho proposto pela liturgia de hoje, o Sumo Pontífice destacou a importância de o fiel entrar no mistério da passagem da morte para a vida.
O Santo Padre recordou que as discípulas de Jesus, nessa noite, viveram a vigília, noite de desolação e medo. Mas que, logo nas primeiras horas do dia seguinte, foram ao sepulcro que estava vazio.
O Pontífice também convidou aos fiéis a descer do pedestal, da presunção e do orgulho humano para que consigam entrar no mistério da nossa redenção. “Para entrar no mistério é preciso esse rebaixamento”, afirma.
Francisco recordou que, para viver essa graça, é preciso seguir o exemplo das discípulas de Jesus.
“Elas não ficaram presas às angústias, e nas primeiras horas, levaram os perfumes [para ungir o Corpo de Cristo], vigiaram com a Mãe de Jesus, saíram e entraram no mistério. Aprendamos com elas para que também entremos no mistério da morte para a vida.”
Durante o rito da Vigília Pascal Sua Santidade batizou dez catecúmenos (aqueles que se prepararam para o batismo). Todos, por serem adultos, receberam os três sacramentos pela primeira vez: o batismo, a Eucaristia e o crisma.
A Vigília Pascal se divide em quatro momentos. O primeiro: a liturgia da luz, o fogo é abençoado e torna-se novo para nós. Acende-se o círio pascal. O segundo momento é a Liturgia da Palavra: todas as leituras e salmos recordam a ação de Deus no meio do seu povo. O terceiro momento é a Liturgia batismal: os novos cristãos são acolhidos pela comunidade. Todos os santos são invocados para interceder por aqueles que serão batizados e estes professarão sua fé. Há a renovação das promessas batismais daqueles que já receberam o sacramento e, seguido da Liturgia Eucarística: o Cristo proclamado na Palavra como Ressuscitado é o mesmo da Eucaristia.

Elcka Torres, da Redação Canção Nova.