Segundo Francisco, se o coração está fechado, a fé não pode entrar. “Somos nós a abrir ou a fechar o nosso coração”, afirmou.
“Não basta encontrar Jesus para crer n’Ele, não basta ler a Bíblia, o Evangelho, não basta nem mesmo assistir a um milagre; se o coração estiver fechado, a fé não entra”. Foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, 9/8.
O Pontífice comentou o Evangelho do dia, no qual Jesus, após ter feito o grande milagre da multiplicação dos pães, parte da experiência da fome e do sinal do pão para revelar Ele mesmo e convidar a crer n’Ele.
"O povo o procura, o povo o escuta, porque ficou entusiasmado com o milagre. Mas quando Jesus afirma que o verdadeiro pão, dado por Deus, é Ele mesmo – explicou o Papa –, muitos se escandalizam, não entendem, e começam a murmurar entre si. Então Jesus responde: “Ninguém pode vir a mim, se não o atrai o Pai que me enviou”.
“Esta palavra do Senhor nos impressiona e nos faz refletir. Esta palavra introduz na dinâmica da fé, que é uma relação: a relação entre a pessoa humana – todos nós – e a Pessoa de Jesus, onde o Pai desempenha um papel decisivo, e naturalmente também o Espírito Santo – que aí está subentendido”, observou o Santo Padre.
Segundo Francisco, se o coração está fechado, a fé não entra. “Deus Pai sempre nos atrai rumo a Jesus: Somos nós a abrir ou a fechar o nosso coração. Ao invés, a fé, que é como uma semente no profundo do coração, desabrocha quando nos deixamos ‘atrair’ pelo Pai rumo a Jesus, e ‘vamos até Ele’ com ânimo aberto, com o coração aberto, sem preconceitos; então reconhecemos em seu rosto o Rosto de Deus e em suas palavras a Palavra de Deus, porque o Espírito Santo nos fez entrar na relação de amor e de vida que existe entre Jesus e Deus Pai. E aí recebemos o dom, o presente da fé”, explicou.
“Em Jesus, em sua ‘carne’ – ou seja, em sua humanidade concreta – está presente todo o amor de Deus, que é o Espírito Santo. Quem se deixa atrair por esse amor caminha rumo a Jesus e vai com fé, e recebe d’Ele a vida, a vida eterna”, concluiu o Santo Padre.
Bomba atômica - Após a oração do Angelus neste domingo, o Santo Padre lembrou os 70 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente.
“À distância de tanto tempo, esse trágico evento ainda suscita horror e repulsão. Ele tornou-se o símbolo do desmedido poder destrutivo do homem quando faz uso distorcido dos progressos da ciência e da técnica, e constitui uma advertência perene para a humanidade, a fim de que repudie para sempre a guerra e proíba as armas nucleares e toda arma de destruição em massa. Essa triste data nos chama, sobretudo, a rezar e a empenhar-nos pela paz, para difundir no mundo uma ética de fraternidade e um clima de serena convivência entre os povos”, disse o Papa.
De toda a terra – disse ainda o Papa – se eleve uma única voz: “não à guerra, não à violência, sim ao diálogo, sim à paz! Com a guerra sempre se perde! O único modo de vencer uma guerra é não fazê-la!”
Em seguida, o Pontífice destacou a situação em que se encontra a República de El Salvador:
“Sigo com grande preocupação as notícias que chegam de El Salvador, onde nos últimos tempos se agravaram as dificuldades da população por causa da penúria, da crise econômica, dos aguçados contrastes sociais e da crescente violência. Encorajo o querido povo salvadorenho a fim de que a justiça e a paz refloresçam na terra do Beato Oscar Romero.”
(Da Redação Canção Nova, com Rádio Vaticano)

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