quinta-feira, 23 de julho de 2015

Papa Francisco envia mensagem por ocasião da Jornada da Vida

O Papa Francisco deu sua bênção a todas as pessoas que trabalham promovendo a dignidade humana na Jornada da Vida, celebrada na Inglaterra.
No próximo domingo, 26/7, a Conferencia Episcopal da Inglaterra celebra, no Reino Unido, a Jornada da Vida. Em memória aos pais da Virgem Maria e avós de Jesus, os santos Joaquim e Ana, a iniciativa deste ano está dedicada ao fim da vida e têm como tema: “Cultivar a vida, aceitar a morte”.
Por esta razão, o Papa Francisco enviou uma mensagem saudando o Nuncio Apostólico da Gran Bretanha, Monsenhor Antonio Mennini, que a entregou ao bispo responsável por esse evento, Monsenhor John Sherrington.
No texto, o Papa Francisco dá sua bênção apostólica “a todas as pessoas que participam desse evento tão significativo, e a quem trabalha de diferentes maneiras, na promoção da dignidade de toda pessoa humana, desde o momento de sua concepção até a sua morte natural”.
Suicídio assistido - Cabe destacar que o tema eleito para esta edição da Jornada da Vida se coloca em um âmbito da vasta campanha de sensibilização, organizada pelos bispos ingleses, tendo em vista o debate e o voto do Parlamento, com relação ao Projeto de Lei sobre o suicídio assistido, previsto para o dia 11 de setembro.
Essa proposta, apresentada por Rob Marris, tende fazer possível, para os doentes adultos em estado terminal, a eleição de por fim a sua própria vida com assistência médica específica. De modo que se o Parlamento aprovar, os médicos poderão fornecer para aqueles que solicitarem, medicamentos letais aos doentes terminais.
Não acelerar a morte - De fato, na mensagem para a Jornada da Vida deste ano, os bispos ingleses reafirmam dois pontos para a Igreja sobre o fim da vida: é um erro “acelerar ou provocar a morte, porque Deus nos chamará no seu devido tempo”, e a rejeição da abstinência terapêutica “quando os tratamentos não surgem efeito, ou incluem danos aos pacientes.”
Papa e prefeitos - No encontro de prefeitos que acontece em Roma, o Papa Francisco assinou, junto com eles, uma declaração conjunta com o intuito de combater o tráfico humano e os danos contra o meio ambiente. A assinatura do documento foi no final da reunião desta terça-feira, 22/7, após o discurso do Papa aos prefeitos.
A declaração enfatiza a responsabilidade dos líderes políticos de todos os Estados-membro da ONU de entrarem em acordo sobre o clima limitando o aquecimento global em nível seguro para a humanidade. Essa e outras questões devem ser discutidas na Conferência sobre o Clima de Paris (COP21), marcada para o final deste ano.
“Os países de alta renda deveriam contribuir para financiar as despesas com a finalidade de atenuar as mudanças climáticas nos países de baixa renda, como prometeram fazer”, informa o texto. Destaca-se ainda no documento o empenho dos prefeitos em favorecer a emancipação dos pobres e dos que vivem em condições de vulnerabilidade, reduzindo sua exposição a eventos extremos e catastróficos derivados de profundas alterações de natureza ambiental, econômica e social, que criam terreno fértil para o tráfico de seres humanos e as migrações forçadas.
A declaração remete, assim, à relação entre as mudanças climáticas e a questão social, como tem feito o Papa Francisco. No encontro com os prefeitos, ele fez questão de esclarecer que sua última encíclica – Laudato sí – não é uma “encíclica verde”, mas uma encíclica social.
Outro compromisso assumido pelos prefeitos é o de lutar pelo fim dos abusos, da exploração, do tráfico de pessoas e de órgãos, da prostituição e da servidão doméstica. “Queremos que as nossas cidades e centros urbanos se tornem sempre mais socialmente inclusivos, seguros, flexíveis e sustentáveis. Todos os setores e as partes interessadas devem fazer sua parte e nós nos empenhamos plenamente neste sentido, como prefeitos e como pessoas.”
Ao final do documento, há uma nota especial de Francisco em que ele mostra o seu apreço pela declaração: “Desejo que faça muito bem”, escreve o Pontífice.
O encontro dos prefeitos em Roma é sobre o tema “Escravidão Moderna e Mudanças Climáticas”, teve início nesta terça-feira, 21/7, e terminou ontem.

(Da Redação Canção Nova, com Rádio Vaticano)

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