Excepcionalmente, não houve o Terço da Sagrada Família antes da celebração de ontem, por causa de uma missa especial de sétimo dia realizada na Matriz. Depois do comentário inicial feito por Lucilene Ribeiro e da procissão de entrada, a invocação da Santíssima Trindade e o Ato Penitencial foram cantados, assim como o Hino de Louvor. A Primeira Leitura, retirada do capítulo 23 do Livro do Profeta Jeremias, foi proclamada pelo jovem Allyson Bellfortt com destaque para a promessa de Deus: "E eu reunirei o resto de minhas ovelhas de todos os países para onde forem expulsas, e as farei voltar a seus campos, e elas se reproduzirão e multiplicarão. Suscitarei para elas novos pastores que as apascentem; não sofrerão mais o medo e a angústia, nenhuma delas se perderá, diz o Senhor". A seguir foi cantado pelo coordenador da Pastoral da Comunicação Paulo Roberto Araujo Filho o Salmo 22 com o refrão coletivo "O Senhor é o pastor que me conduz: felicidade e todo bem hão de seguir-me!"
Na Segunda Leitura, extraída do segundo capítulo da Carta de São Paulo aos Efésios e proclamada pelo menino Kauã Galeno, destaca-se o trecho inicial: "Agora, em Jesus Cristo, vós que outrora estáveis longe, vos tornastes próximos, pelo sangue de Cristo. Ele, de fato, é a nossa paz: do que era dividido, ele fez uma unidade. Em sua carne ele destruiu o muro de separação: a inimizade".
Daí o Evangelho de domingo (Marcos 6,30-34) foi proclamado pelo Frei Borges, enfatizando o último versículo: "Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas". Em sua inspiradora homilia, Frei Raimundo falou duramente contra os pastores que abandonam suas ovelhas, como denunciou Jeremias, e buscam seus próprios interesses. Ele ressaltou que o dever do pastor é cuidar, proteger e conduzir o rebanho, defendê-lo dos lobos, e são malditos os que negligenciam essa missão dada pelo Senhor. Nas famílias, que devem ser Igreja doméstica, esse pastoreio cabe aos pais, e muitos abandonam espiritualmente seus filhos, daí não é surpresa os jovens enveredarem pelo mundo das drogas e da criminalidade. O padre deu um testemunho da reunião da catequese, na qual uma catequista reclamou de uns pais que não tinham ensinado o filho a rezar porque diziam não saber as orações básicas, e o frei respondeu para afastar momentaneamente o filho da catequese e trazer esses pais para a catequese de adultos, porque oração se aprende em casa, desde pequeno, e a Igreja não é substituta de uma função que é dos pais.
Após a profissão de fé, a leitura das preces da assembleia pela menina Dandara acompanhada da mãe Leydyana, e o Ofertório, o celebrante proclamou a Oração Eucarística, foi rezado o Pai-Nosso, e chegou o momento culminante da distribuição da Sagrada Eucaristia aos fiéis presentes, seguida dos avisos da comunidade, de uma Ave-Maria pelos aniversariantes e da bênção final. Frei Raimundo exortou mais casais e famílias a se fazerem presentes nessa celebração especial da Pastoral Familiar em todo terceiro sábado de cada mês na Matriz.

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